Cristianismo vs Islã – Como Deus pode punir Jesus pelos pecados dos outros?

jesus-crucificac3a7c3a3o

O Alcorão diz que nenhum pecador pode carregar os pecados de outros:

“Dize ainda: Como poderia eu adorar outro senhor que não fosse Deus, uma vez que Ele é o Senhor de todas as coisas? Nenhuma alma receberá outra recompensa que não for a merecida, e nenhuma pecador arcará com culpas alheias, então, retornareis ao vosso Senhor, o Qual vos inteirará de vossas divergências.” (Alcorão 6:164)

Alcorão 17:15; 35:18; 39:7; 53:38 dizem a mesma coisa.

Muçulmanos leem esses versos e declaram: “O Islã ensina que ninguém pode carregar os pecados dos outros! Cada pessoa paga pelos seus próprios pecados. Então, o Islã promove justiça e equidade, ao contrário do Cristianismo, que diz que Jesus morreu na cruz pelos pecados de outros.” Ou seja, muçulmanos afirmam que é injusto Deus punir Jesus pelos pecados da todas as pessoas, haja vista que Jesus era (e é) inocente. No entanto, aqui estão alguns problemas com essa alegação:

1. O Alcorão contradiz essa alegação;

O Alcorão contradiz a si mesmo neste ponto porque outros versículos dizem que algumas pessoas vão carregar os pecados de outras. Por exemplo, no capítulo 16, versículos 22 a 25, Alá diz que falsos professores carregarão seus próprios pecados e os pecados daqueles que eles desviaram:

“22. Vosso Deus é um Deus Único! Porém, quanto àqueles que não creem na outra vida, os seus corações se negam (a entendê-lo) e estão ensoberbecidos. 23. Indubitavelmente Deus conhece tanto o que ocultam, como o que manifestam. Ele não aprecia os ensoberbecidos. 24. E quando lhes é dito: Que é que o vosso Senhor tem revelado? Dizem: As fábulas dos primitivos. 25. Carregarão com todos os seus pecados no Dia da Ressurreição, e com parte dos pecados daqueles que, nesciamente, eles desviaram. Que péssimo é o que carregarão!”

Alá algumas vezes até muda a história de um versículo para o próximo. No capítulo 29, versículo 12, ele diz que descrentes nunca carregarão os erros de outros e, então, no verso seguinte, diz que carregarão seus próprios pecados e os pecados de outros. Veja:

“E os incrédulos dizem aos fiéis: Segui a nossa senda, e nos responsabilizaremos por vossas faltas! Qual! Não podem nem se responsabilizar pelas suas faltas, porque são impostores!” (Alcorão 29:12)

Viu? Eles nunca carregarão qualquer dos pecados de outros, enquanto que no verso seguinte diz que:

“Certamente, arcarão com o seu peso, assim como outros pesos além do seu; e no Dia da Ressurreição serão interrogados sobre tudo quanto houverem forjado.” (Alcorão 29:13)

Então, aparentemente, algumas pessoas carregarão os pecados de outros e, portanto, o Alcorão contradiz a sim mesmo. A regra “nenhum pecador carregará o pecado de outros” é contrariada pelo próprio Alcorão.

2. Maomé contradiz a afirmação muçulmana;

Maomé ensinou que Alá vai punir os judeus e os cristãos pelos pecados dos muçulmanos:

“Abu Musa informou que o Mensageiro de Alá disse: ‘Quando chegar o Dia da Ressurreição, Alá entregará a todos os muçulmanos um judeu ou um cristão e dirá: Esse é o seu resgate do Fogo do Inferno.’” (Sahih Muslim 6665)

Como um cristão ou judeu iria resgatar um muçulmano do fogo do inferno? Ao ir para o inferno no lugar do muçulmano.

“O apóstolo de Alá disse: ‘Nenhum muçulmano morrerá, mas Deus admitirá em seu lugar um judeu ou um cristão no Fogo do Inferno.’” (Sahih Muslim 6666)

Para cada muçulmano que morre, Alá irá colocar um cristão ou judeu no lugar dele. Não importa o quanto um muçulmano peque, Alá fará com que judeus e cristãos paguem pelos pecados dele:

“O Mensageiro de Alá [disse]: ‘Seriam pessoas entre os muçulmanos no Dia da Ressurreição com pecados pesados ​​como uma montanha, e Alá os perdoaria e Ele colocaria em seu lugar os judeus e os cristãos.’” (Sahih Muslim 6668)

Veja a próxima citação:

“O Mensageiro de Alá disse: ‘No Dia da Ressurreição, minha Ummah (nação) será reunida em três grupos. Um grupo entrará no Paraíso sem render um relato (de seus atos). Outro grupo contará um relato fácil e será admitido no Paraíso. Mais um outro grupo virá trazendo sobre suas costas montes de pecados como grandes montanhas. Alá perguntará aos anjos que sabem melhor sobre eles: Quem são essas pessoas? Eles responderão: São humildes escravos seus. Ele dirá: Descarregue os pecados deles e coloque os mesmos sobre os judeus e os cristãos: Então, os humildes escravos entrarão no Paraíso em virtude de Minha Misericórdia.’” (110 Hadith Qudsi #8)

Alá ordenará aos anjos que coloque as montanhas de pecados dos muçulmanos sobre os judeus e os cristãos.

Tenha em mente que o homem que “revelou” isso a seus seguidores é o mesmo que revelou os versículos do Alcorão que dizem que nenhum pecador carregará os pecados de outras pessoas, e que algumas pessoas carregarão seus próprios pecados e os pecados de outras. Será que isso não faz parecer que Maomé está inventando isso na medida em que lhe é conveniente?

Todavia, os muçulmanos dizem que é injusto, incorreto e imoral da parte de Deus punir uma pessoa pelos pecados de outra e aqui temos Maomé dizendo que é exatamente isso o que Deus fará. Isso significa que Maomé era um falso profeta que acusou Deus de ser injusto, incorreto e imoral. E para aqueles muçulmanos que recorrem para a defesa da “Hadith Fraca”, o que muçulmanos ocidentais costumam rejeitar: todas as 4 citações das Hadith acima são classificadas como Sahih (Fortes). Se o muçulmano rejeitar múltiplas narrações Sahih (Fortes), que são seu melhor material, então não poderemos saber nada sobre seu profeta.

3. O Alcorão deixa uma porta aberta;

Existem muçulmanos que escolhem a dedo quais partes do Alcorão e dos ensinamentos de Maomé eles querem acreditar, e a parte que eles querem acreditar aqui é que nenhum pecador carregará os pecados de outras pessoas porque esta é a parte que eles podem usar para condenar o Cristianismo. Então, supondo que o Alcorão não contradiz ele mesmo sobre pessoas não poderem carregar os pecados de outras, e supondo que Maomé não declarou várias vezes que Alá punirá judeus e cristãos no inferno pelos pecados dos muçulmanos, vamos apenas olhar a parte que os muçulmanos querem crer. Perceba o que o Alcorão na verdade diz. Ele não diz “ninguém carregará os pecados dos outros”, mas sim que “nenhum pecador carregará os pecados de outros”. Por quê? Porque se você já tem pecados, você está sob julgamento de Deus e não está em posição de dizer a Deus que você vai cuidar do pecado de outras pessoas, pois você tem seus próprios pecados com os quais lidar.

Então, nenhum pecador pode carregar os pecados de outros. É uma excelente teologia, os cristãos concordam plenamente. Mas que porta isso deixa aberta? Alguém que não tem pecados, alguém que é sem pecados, pode voluntariamente carregar os pecados dos outros. Podemos pensar em alguém que não tem pecados? O Alcorão diz que Maomé era um pecador. Por exemplo, em 40:55, 47:19 e 48:2, Alá repetidamente ordena Maomé a pedir perdão de seus pecados. Em Sahih al-Bukhari 6307, Maomé diz: “Por Alá! Eu procuro o perdão de Alá e me torno a ele em arrependimento por mais de 70 vezes ao dia!”. Isso significa que Maomé pedia perdão a Alá praticamente a cada 20 minutos por dia!

Maomé não é sem pecado no Islã, mas Jesus é. O Corão 19:19 se refere a Jesus como “sem falha”. De acordo com Maomé, Satanás toca toda criança nascida no mundo, exceto Jesus. Satanás não pode tocar Jesus. Sahih al-Bukhari 3286 diz: “O Profeta disse: ‘Quando qualquer ser humano nasce, Satanás o toca em ambos os lados com seus dois dedos, exceto Isa (Jesus), o filho de Maryam (Maria), o qual Satanás tentou tocar (mas falhou), então ele tocou a cobertura da placenta (ao invés).’”

A Bíblia concorda que Jesus é único que nunca pecou:

“Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado.” (Hebreus 4:15)

“É de um sumo sacerdote como este que precisávamos: santo, inculpável, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus.” (Hebreus 7:26)

“Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos. ‘Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca.’” (1 Pedro 2:21-22)

“Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado.” (1 João 3:5)

Então, a mensagem do Cristianismo é que a única pessoa que um dia poderia carregar os nossos pecados o fez. E a mensagem do Islã é que a única pessoa que algum dia poderia carregar nossos pecados não o fez.

4. O Alcorão afirma a veracidade da Bíblia.

A Bíblia diz que Jesus morreu pelos nossos pecados:

“Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação.” (Romanos 4:25)

“Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados.” (1 Pedro 2:24)

No entanto, o Alcorão nega isso:

“E por [os judeus] dizerem: Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o Mensageiro de Deus, embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam, quanto a isso, estão na dúvida, porque não possuem conhecimento algum, abstraindo-se tão-somente em conjecturas; porém, o fato é que não o mataram.” (Alcorão 4:157)

Mas Alá manda os cristãos julgarem o Alcorão com base na revelação do Evangelho:

“Que os adeptos do Evangelho julguem segundo o que Deus nele revelou, porque aqueles que não julgarem conforme o que Deus revelou serão depravados.” (Alcorão 5:47)

Ou seja, Alá ordena aos cristãos que julguem o Islã pelo Evangelho e diz que serão depravados se não o fizerem. Mas, claramente, os cristãos só podem julgar pelo Evangelho se de fato têm escrituras confiáveis. Assim, o Alcorão assume que a Bíblia é perfeita e não foi corrompida, que é a inspirada, incorruptível e autoritativa palavra de  Deus. Assim, os cristãos podem concluir que o Islã é falso, pois contradiz o Evangelho.

Porém, esses versículos do Alcorão colocam os muçulmanos em uma situação difícil, porque exigem que eles aceitem o que a Bíblia diz sobre a morte de Jesus pelos pecados da humanidade ou rejeitem o que o Alcorão diz sobre a Bíblia. E qualquer escolha seria apostasia de acordo como Islã.

Conclusão

Os muçulmanos são deixados com um livro incoerente, um profeta que tenta empurrar os pecados de seus seguidores nas costas de judeus e cristãos e um messias santo, que é maior e mais miraculoso que qualquer humano na história, mas que não quis carregar os pecados da humanidade embora fosse o único capaz de fazê-lo, e ainda assim existem 1,6 bilhão de muçulmanos no mundo que acham que os cristãos é que têm um problema aqui. Isso porque seus líderes não se importam em lhes falar o que o Alcorão na verdade diz ou o que Maomé na verdade disse. A triste realidade é que nós somos aqueles que precisam falar aos muçulmanos o que a religião deles ensina.

Anúncios