Jesus é o Filho de Deus e o Alcorão confirma e, contraditoriamente, nega!

jesusOs cristãos acreditam que Jesus Cristo é o Filho de Deus, que compartilha a mesma natureza divina de Deus Pai (Isaías 9:6; João 1:1-3,14; 8:24,58; Romanos 9:5; Colossenses 1:15; 2:9; 1Timóteo 3:16; Tito 2:13; Hebreus 1:3; 2Pedro 1:1; 1 João 3:16). Os muçulmanos rejeitam essa doutrina porque acreditam que comete o pecado que eles chamam de shirk, que é o pecado de associar qualquer ser a Deus. Como Deus, no Islã, é incomparável ou sem par, ele não pode ter um Filho, como os cristãos afirmam. E, assim, no Alcorão, qualquer um que sustente que Deus tem um Filho é chamado de incrédulo e condenado ao inferno.

O Alcorão afirma:

“São blasfemos aqueles que dizem: ‘Deus é um da Trindade!’, portanto não existe divindade alguma além do Deus Único. Se não desistirem de tudo quanto afirmam, um doloroso castigo açoitará os incrédulos entre eles.” (Alcorão 5:73)

Infelizmente, a denúncia do Alcorão sobre a doutrina da Trindade parece basear-se em um claro mal-entendido da doutrina da Trindade. Os primeiros credos cristãos tinham adotado a linguagem de falar de Maria como a “mãe de Deus”, porque ela deu à luz Jesus Cristo. Para alguém que não conhece a teologia dos pais da Igreja primitiva, tal expressão pode ser enganosa. O que os pais da Igreja quiseram dizer é que Maria trouxe o Cristo à Terra na sua natureza humana, não na sua natureza divina. No entanto, Maria poderia ser chamada de mãe de Deus, pois Cristo não era apenas humano, mas também divino (João 1:1-3,14; Romanos 9:5; 1 Timóteo 3:16; Tito 2:13; 2 Pedro 1:1; 1 João 5:20).

Mas Maomé evidentemente pensava que os cristãos acreditavam em uma Trindade composta de Deus Pai, Maria e sua descendência, Jesus. Não é de admirar que ele rejeite uma doutrina tão ridícula quanto blasfema. O mal-entendido de Maomé sobre a Trindade é evidente em passagens como as seguintes, encontradas no Alcorão:

“E recordar-te de quando Deus disse: Ó Jesus, filho de Maria! Foste tu quem disseste aos homens: Tomai a mim e a minha mãe por duas divindades, em vez de Deus? Respondeu: Glorificado sejas! É inconcebível que eu tenha dito o que por direito não me corresponde. Se tivesse dito, tê-lo-ias sabido, porque Tu conheces a natureza da minha mente, ao passo que ignoro o que encerra a Tua. Somente Tu és Conhecedor do incognoscível.” (Alcorão 5:116)

“São blasfemos aqueles que dizem: Deus é o Messias, filho de Maria, ainda quando o mesmo Messias disse: Ó israelitas, adorai a Deus, Que é meu Senhor e vosso. A quem atribuir parceiros a Deus, ser-lhe-á vedada a entrada no Paraíso e sua morada será o fogo infernal! Os iníquos jamais terão socorredores.” (Alcorão 5:72)

“Ó adeptos do Livro, não exagereis em vossa religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão-somente um mensageiro de Deus e Seu Verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em Seus mensageiros e digais: Trindade! Abstende-vos disso, que será melhor para vós; sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Deus é mais do que suficiente Guardião.” (Alcorão 4:171)

Mas de acordo com a Bíblia, Jesus é chamado de Filho de Deus porque não tinha pai humano, mas foi milagrosamente concebido no ventre de uma virgem chamada Maria. No Evangelho de Lucas, o anjo diz a Maria:

“O anjo respondeu: ‘O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus’” (Lucas 1:35).

E o Alcorão afirma o nascimento virginal de Jesus. No relato do Alcorão, o anjo diz:

“[o Anjo] Explicou-lhe: ‘Sou tão-somente o mensageiro do teu Senhor, para agraciar-te com um filho imaculado’. [Maria] Disse-lhe: ‘Como poderei ter um filho, se nenhum homem me tocou e jamais deixei de ser casta?’ Disse-lhe: ‘Assim será, porque teu Senhor disse: Isso Me é fácil! E faremos disso um sinal para os homens, e será uma prova de Nossa misericórdia. E foi uma ordem inexorável’” (Alcorão 19:19-21).

Depois disso, Maria concebe Jesus. Assim, nenhum muçulmano pode se opor a chamar Jesus de Filho de Deus no sentido de Ele ter sido milagrosamente concebido. Ou seja, o Alcorão nega que Jesus é o Filho de Deus ao mesmo tempo em que afirma que Ele nasceu milagrosamente, por ação de Deus. Logo, mesmo sem pretender, o Alcorão afirma a doutrina cristã de que Jesus é o Filho de Deus.

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