Jesus morreu ou não? O Alcorão é contraditório!

cruz

O Alcorão, livro sagrado da religião islâmica, diz que Jesus nunca morreu na cruz, mas subiu vivo ao Céu, de onde voltará para dizer que cristãos estão errados:

“E por dizerem: Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o Mensageiro de Deus, embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam, quanto a isso, estão na dúvida, porque não possuem conhecimento algum, abstraindo-se tão-somente em conjecturas; porém, o fato é que não o mataram. Outrossim, Deus fê-lo ascender até Ele, porque é Poderoso, Prudentíssimo. Nenhum dos adeptos do Livro deixará de acreditar nele (Jesus), antes da sua morte, que, no Dia da Ressurreição, testemunhará contra eles.” (Alcorão 4:157-159)

“Porém, (os judeus) conspiraram (contra Jesus); e Deus, por Sua parte, planejou, porque é o melhor dos planejadores. E quando Deus disse: Ó Jesus, por certo que porei termo à tua estada na terra; ascender-te-ei até Mim e salvar-te-ei dos incrédulos, fazendo prevalecer sobre eles os teus prosélitos, até ao Dia da Ressurreição. Então, a Mim será o vosso retorno e julgarei as questões pelas quais divergis.” (Alcorão 3:54-55)

Mas veja o que o capítulo 40 do Alcorão relata que o próprio Jesus disse enquanto ainda era um bebê recém-nascido (sim, o Alcorão afirma que Jesus falou quando era um recém-nascido!):

29. Então ela lhes indicou que interrogassem o menino. Disseram: Como falaremos a uma criança que ainda está no berço?

30. Ele lhes disse: Sou o servo de Deus, o Qual me concedeu o Livro e me designou como profeta.

31. Fez-me abençoado, onde quer que eu esteja, e me encomendou a oração e (a paga do) zakat enquanto eu viver.

32. E me fez piedoso para com a minha mãe, não permitindo que eu seja arrogante ou rebelde.

33. A paz está comigo, desde o dia em que nasci; estará comigo no dia em que eu morrer, bem como no dia em que eu for ressuscitado.

34. Este é Jesus, filho de Maria; é a pura verdade, da qual duvidam.” (Alcorão 19:29-34)

Vemos aqui dois sérios problemas para os muçulmanos:

Primeiro, se Jesus foi um verdadeiro profeta do Islã e predisse Sua morte, então Ele efetivamente morreu, a menos que Ele seja um falso profeta por ter profetizado algo que não aconteceu. Uma vez que os muçulmanos negam a morte de Jesus, a única conclusão razoável é que não creem Nele como um verdadeiro profeta do Islã. Mas eles nunca vão admitir isso porque precisam usá-lO como garoto-propaganda para enganar cristãos leigos e levá-los para o Islã.

Segundo, o Alcorão é contraditório, uma vez que afirma que Jesus não morreu e, ao mesmo tempo, que Ele morreria e ressuscitaria.

Veja o que o Alcorão diz sobre as contradições:

“Louvado seja Deus que revelou o Livro ao Seu servo, no qual não colocou contradição alguma.” (Alcorão 18:1)

No entanto, como acabamos de ver, o Alcorão está se contradizendo no que diz respeito à morte de Jesus.

O Alcorão diz ainda:

“Não meditam, acaso, no Alcorão? Se fosse de outra origem, que não de Deus, haveria nele muitas discrepâncias.” (Alcorão 4:82)

Ou seja, se o Alcorão tem contradições, ele não veio de Deus. Portanto, o próprio Alcorão prova que o Islã é falso, uma vez que está repleto de contradições. Veja mais contradições desse livro no nosso artigo “Algumas das contradições internas e externas, erros científicos e históricos e loucuras do Alcorão“.

Por fim, cabe mencionar que o Alcorão é uma fonte muito tardia, datando do século VI d.C., longe demais dos acontecimentos e contraria fontes primitivas não-cristãs que gozam de mais confiabilidade no meio acadêmico, tais como:

Luciano de Samosata: “Foi então que ele [Proteus] conheceu a maravilhosa doutrina dos cristãos, associando-se a seus sacerdotes e escribas na Palestina. (…) E o [Jesus] consideraram como protetor e o tiveram como legislador, logo abaixo do outro [legislador], aquele que eles ainda adoram, o homem que foi crucificado na Palestina por dar origem a este culto. (…) Os pobres infelizes estão totalmente convencidos que eles serão imortais e terão a vida eterna, desta forma eles desprezam a morte e voluntariamente se dão ao aprisionamento; a maior parte deles. Além disso, seu primeiro legislador os convenceu de que eram todos irmãos, uma que vez que eles haviam transgredido, negando os deuses gregos, e adoram o sofista crucificado vivendo sob suas leis.” – Fonte: Luciano de Samosata, Passagem do Peregrino, 11 e 13.

Flegon: “O eclipse na época de Tibério César, em cujo reino Jesus parece ter sido crucificado, e o grande terremoto que aconteceu na época.” – Fonte: Orígenes, p. 14.

Flávio Josefo: “Nessa época [época de Pilatos], havia um homem sábio chamado Jesus. Sua conduta era boa e [ele] era conhecido por ser virtuoso. Muitos judeus e de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos condenou-o à crucificação e à morte. Mas aqueles que se tornaram seus discípulos não abandonaram seu discipulado, antes relataram que Jesus havia reaparecido três dias depois de sua crucificação e que estava vivo; por causa disso, ele talvez fosse o Messias, sobre quem os profetas contaram maravilhas.” – Fonte: Existe uma versão dessa citação na qual Josefo afirma que Jesus era o Messias, mas a maioria dos estudiosos acredita que os cristãos mudaram a citação para que fosse lida dessa maneira. De acordo com Orígenes, um dos pais da Igreja, nascido no século lI, Josefo não era cristão. Desse modo, é improvável que ele pudesse afirmar que Jesus era o Messias. A versão citada aqui encontra-se no manuscrito árabe “Kitab Al-Unwan Al-Mukallal Bi-Fadail Al-Hikma Al Mutawwaj Bi-Anwa Al Falsafa Al-Manduh Bi-Haqaq Al-Marifa” (Uma tradução aproximada desse título é: “Livro da História Dirigida por Todas as Virtudes. Coroada com Várias Filosofias e Bendita pela Verdade do Conhecimento”), que, acredita-se, não foi corrompida.

Dr. William Lane Craig, filósofo, teólogo e apologista cristão, conclui:

“Uma das coisas mais notáveis sobre o testemunho do Alcorão para Jesus é que ele nega a sua crucificação. E eu acho que isso pode ser o calcanhar de Aquiles do Islã, francamente. É que o fato histórico sobre Jesus de Nazaré, que é universalmente reconhecido por todos os críticos hoje, mesmo os mais céticos, é que Jesus foi executado por crucificação pelos romanos. E ainda assim o Alcorão nega este fato indiscutível.” (Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=Jv0Ioczx7HI)

Desse modo, vemos que a Bíblia está certa em afirmar a morte de Jesus (Mateus 26; Marcos 15; Lucas 23; João 19) e que o Alcorão está errado por negá-la e por ser auto-contraditório.

Em qual livro você escolhe acreditar? Naquele que não se contraria e que é atestado por fontes externas ou naquele que se contraria e é refutado pelos dados históricos?

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