O Reino Milenar de Cristo, a prisão milenar de Satanás e a batalha de Gogue de Magogue (Batalha do Armagedom)

reino-milenar

Neste artigo, vamos falar sobre três tópicos principais do capítulo 20 do livro do Apocalipse: o Reino Milenar de Jesus Cristo, a prisão milenar de Satanás e a batalha de Gogue de Magogue, que é, na verdade, a Batalha do Armagedom, embora alguns discordem, como veremos. Por isso, pedimos que você, caro leitor, antes de prosseguir a leitura, leia o texto em questão, isto é, todo o capítulo 20 do livro do Apocalipse, pois, se transcrevermos o texto todo aqui, o artigo ficará demasiadamente longo, o que desmotivará a sua leitura.

O Reino Milenar de Jesus Cristo

“Vi tronos em que se assentaram aqueles a quem havia sido dada autoridade para julgar. Vi as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus. Eles não tinham adorado a besta nem a sua imagem, e não tinham recebido a sua marca na testa nem nas mãos. Eles ressuscitaram e reinaram com Cristo durante mil anos. (O restante dos mortos não voltou a viver até se completarem os mil anos.) Esta é a primeira ressurreição. Felizes e santos os que participam da primeira ressurreição! A segunda morte não tem poder sobre eles; serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante mil anos.” (Apocalipse 20:4-6, NVI)

Algumas pessoas ensinam que Cristo reinará literalmente sobre a terra por um período de exatos mil anos e que a primeira ressurreição mencionada no texto será física (corporal) e ocorrerá na segunda vinda de Jesus, quando Ele vier para estabelecer o Reino Milenar (também chamado de Milênio) literal sobre a terra; e que, depois desse período de mil anos, os ímpios ressuscitarão para o Julgamento do Grande Trono Branco. Mas será que é esse o real significado do texto bíblico?

Primeiramente, é um erro crasso interpretar literalmente um livro altamente simbólico como é o Apocalipse. Além disso, é sabido que o livro não está ordenado cronologicamente. Por isso, é importante que encontremos passagens paralelas em outras partes do mesmo livro e, se necessário, de outros livros da Escritura também. É isso o que faremos a seguir.

Notemos que aqueles que morreram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus (aqueles mencionados em Apocalipse 6:9-11) ressuscitaram e reinaram com Cristo. Mas essa é, segundo o texto bíblico, “a primeira ressurreição”. Ademais, “a segunda morte não tem poder sobre eles”. Eles “serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante mil anos”. Entender esses detalhes ajudará a compreender que o Reino Milenar de Cristo não é literal.

Um texto de Paulo nos ajudará à lançar luz sobre esse assunto:

“Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira. Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos. Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesuspara mostrar, nas eras que hão de vir, a incomparável riqueza de sua graça, demonstrada em sua bondade para conosco em Cristo Jesus.” (Efésios 2:1-6)

Nesse texto, o apóstolo Paulo afirma que os cristãos antes estavam mortos em transgressões e pecados, mas que, pela misericórdia de Deus, foram ressuscitados juntamente com Cristo, de modo que se assentaram nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Isso lembra o texto de Apocalipse 20:4-6 citado acima: aqueles que creem em Jesus são ressuscitados espiritualmente da morte no pecado e passam a reinar com Ele. De fato, os cristãos já participam da primeira ressurreição e reinam juntamente com Cristo, pois nasceram de novo por meio do batismo, quando morreram para o pecado e ressuscitaram para uma vida nova na justiça:

“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados… Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus.” (Colossenses 1:13-14; 3:1)

“Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova… Não ofereçam os membros dos seus corpos ao pecado, como instrumentos de injustiça; antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os membros dos seus corpos a ele, como instrumentos de justiça.” (Romanos 6:4,13)

O próprio João que escreveu o Apocalipse disse que já estava no Reino de Jesus: “Eu, João, irmão e companheiro de vocês no sofrimento, no Reino e na perseverança em Jesus, estava na ilha de Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.” (Apocalipse 1:9)

Confira também João 3:3-7, que afirma que é necessário nascer de novo pelo Espírito e pela água do batismo para entrar no Reino de Deus; e Atos 2:38, que diz que é necessário ser batizado para receber o perdão dos pecados.

Agora vamos analisar o que disse Nosso Senhor:

“Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vidaEu lhes afirmo que está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e aqueles que a ouvirem, viverão. Pois, da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem. Não fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão; os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados.” (João 5:24-29)

Nesse texto, a primeira parte em negrito se refere à primeira ressurreição, que é apenas espiritual: Quem crê em Jesus passa da morte do pecado para a vida. A segunda parte em negrito se refere à ressurreição física: para os crentes que nasceram de novo espiritualmente, esta é a segunda ressurreição, para a vida eterna; todavia, para os incrédulos que não participaram da primeira ressurreição, essa segunda ressurreição será na verdade a primeira, mas para o castigo eterno.

Com relação à ressurreição espiritual, Jesus diz que “está chegando a hora, e já chegou“, o que não deixa dúvida de que essa é uma ressurreição espiritual, uma vez que já estava acontecendo com muitos naquela época. Mas com relação à ressurreição física, Ele diz apenas que “está chegando a hora” e que, nessa última ressurreição, os mortos sairão dos túmulos, o que evidencia que trata-se de uma ressurreição física (corporal) – cf. Daniel 12:2.

Esse texto também mostra que a primeira ressurreição é espiritual, não física. Portanto, acontece antes da Segunda Vinda do Senhor Jesus, ao contrário do que ensinam os pré-milenaristas. E a segunda ressurreição, que é física, acontecerá na Segunda Vinda do Senhor, no dia do julgamento final de justos e injustos (Daniel 12:2; Mateus 25:31-46; Apocalipse 20:11-15). O Julgamento do Grande Trono Branco (Apocalipse 20:11-15) é, portanto, um julgamento universal, isto é, de justos e injustos, e não apenas de injustos, afinal, o texto bíblico diz que: “Se o nome de alguém não foi encontrado no livro da vida, este foi lançado no lago de fogo” (Ap 20:15). Se o nome da pessoa não está no livro, ela é condenada; por conseguinte, se o seu nome está no livro, ela é salva, como ensinam os outros textos que falam do Julgamento Final universal (Daniel 12:2; Mateus 25:31-46).

Logo, a segunda morte é o castigo eterno, como claramente afirma Apocalipse 20:14: “… O lago de fogo é a segunda morte”. A segunda morte, que é o castigo eterno, não tem poder sobre os cristãos porque eles já ressuscitaram espiritualmente (cf. Mateus 16:18).

Por fim, vale destacar que o próprio João que escreveu o Apocalipse, logo no início do livro afirmou que os cristãos, graças ao sangue de Jesus, agora estão libertos do pecado e reinam com Cristo e são sacerdotes do Pai:

“… Ele [Jesus] que nos ama e nos libertou dos nossos pecados por meio do seu sangue, e nos constituiu reino e sacerdotes para servir a seu Deus e Pai. A ele sejam glória e poder para todo o sempre! Amém.” (Apocalipse 1:5-6)

Não só os cristãos vivos aos quais João estava escrevendo participavam do Reino de Jesus e eram sacerdotes de Deus, mas também os mortos o são: Apocalipse 7:9-17 diz que uma grande multidão incontável chega no céu depois de enfrentar a grande tribulação (leia sobre isso aqui: Ira Futura, Grande Tribulação e Arrebatamento da Igreja) e passa a servir a Deus noite e dia em Seu santuário.

O apóstolo Pedro também afirmou que os cristãos já são sacerdotes de Deus:

“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2:9)

Vamos recapitular o que vimos até aqui:

  • A primeira ressurreição é espiritual: acontece quando as pessoas acreditam em Jesus e são batizadas para a remissão dos pecados;
  • Os crentes nascidos de novo, isto é, ressuscitados com Cristo no batismo, já reinam com ele: os vivos reinam na terra, os mortos reinam no céu;
  • Os cristãos já são sacerdotes de Deus e de Cristo, tanto na terra (os cristãos vivos) quanto no céu (os cristãos mortos).

Agora, como foi mencionado antes, entender esses detalhes ajuda a compreender que o Reino Milenar de Jesus Cristo não é literal. Afinal, se os cristãos já estão reinando com Cristo “por mil anos” desde que são batizados na Sua morte e ressuscitados espiritualmente com Ele, isso significa que Ele próprio também já está reinando por “mil anos”!

Mas quando o Senhor Jesus foi coroado Rei?

Muitas profecias da Bíblia afirmam que o Messias (Cristo) reinaria no trono de Davi (Amós 9:11-15; Ezequiel 37:22-28; Salmo 89:3-4; Mateus 2:1-6; Lucas 19:37-40; 1:67-79). Muitas pessoas concluem que estas passagens estão falando de um futuro reino físico literal aqui na terra. Elas dizem que estas profecias e promessas ainda não foram cumpridas e até mesmo que Jesus não conseguiu estabelecer Seu Reino da primeira vez que esteve aqui porque o povo O rejeitou. Elas sugerem, assim, que os homens pecadores frustraram o plano de Deus.

Mas João Batista, aquele que preparou o caminho do Senhor, anunciava: “Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo” (Mateus 3:1-2). E Jesus, depois do batismo e da tentação no deserto, dizia o mesmo: “Arrependam-se, pois o Reino do céus está próximo” (Mateus 4:17). E ainda: “A Lei e os Profetas profetizaram até João. Desse tempo em diante estão sendo pregadas as boas novas do Reino de Deus, e todos tentam forçar sua entrada nele” (Lucas 16:16).

Lucas regista um fato interessante em seu evangelho: “Certa vez, tendo sido interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus respondeu: ‘O Reino de Deus não vem de modo visível, nem se dirá: ‘Aqui está ele’, ou ‘Lá está’; porque o Reino de Deus está entre vocês’” (Lucas 17:20-21).

O reino de Jesus não vem de modo visível, isto é, não será estabelecido de modo literal na Terra, pois é um Reino invisível, no qual Ele, juntamente com os cristãos, reina espiritualmente. Ninguém pode dizer que ele (o Reino) estará em Jerusalém ou em qualquer outro lugar, porque ele já está no mundo, sendo estabelecido através da pregação do Evangelho (cf. Mateus 28:18-20; João 4:21-24).

Certa vez, após expulsar um demônio de um homem, Jesus disse aos fariseus ali presentes: “Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então chegou a vocês o Reino de Deus” (Mateus 12:28).

Em Marcos 9:1-9, vemos o relato da transfiguração de Jesus, a qual foi o cumprindo da promessa do Senhor de que Seus discípulos não morreriam sem vê-lO em Seu Reino. Isso significa que o Reino de Cristo veio ainda no primeiro século. Na verdade, essa foi apenas uma amostra do que estava por vir tão logo o Senhor ressuscitasse e ascendesse ao Céu. Veja:

“E lhes disse: ‘Garanto-lhes que alguns dos que aqui estão de modo nenhum experimentarão a morte, antes de verem o Reino de Deus vindo com poder’. Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou a um alto monte, onde ficaram a sós. Ali ele foi transfigurado diante deles. Suas roupas se tornaram brancas, de um branco resplandecente, como nenhum lavandeiro no mundo seria capaz de branqueá-las. E apareceram diante deles Elias e Moisés, os quais conversavam com Jesus. Então Pedro disse a Jesus: ‘Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias’. Ele não sabia o que dizer, pois estavam apavorados. A seguir apareceu uma nuvem e os envolveu, e dela saiu uma voz, que disse: ‘Este é o meu Filho amado. Ouçam-no!’ Repentinamente, quando olharam ao redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus. Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do homem tivesse ressuscitado dos mortos.” (Marcos 9:1-9)

Lucas narrou uma parábola que Jesus contou de um homem que viajou para uma terra distante a fim de ser coroado rei, mas os seus inimigos não queriam que ele reinasse sobre eles. No entanto, ele foi coroado assim mesmo e, quando partiu, ordenou que os seus servos matassem os seus inimigos (Lucas 19:11-28). O homem desta parábola representa Jesus, que veio a este mundo para ser coroado Rei, mesmo contra a vontade dos judeus que o rejeitaram como seu Messias. Quando Ele voltar, não será para reinar, pois Ele já é Rei, mas sim para julgar. Isto é, Jesus voltará, não para reinar na Terra, mas para realizar o Julgamento Final.

De fato, o apóstolo Paulo disse que é necessário que Jesus reine até que todos os Seus inimigos sejam postos debaixo de Seus pés, sendo que o último inimigo a ser derrotado será a morte, quando Ele voltar para o Julgamento Final, onde haverá a ressurreição dos mortos e o arrebatamento da Igreja; em seguida, Jesus entregará o Reino ao Pai (1 Coríntios 15:21-28).

Aqueles que ainda esperam por Cristo para reinar no trono de Davi literalmente não entenderam as profecias e seu cumprimento. Pedro afirmou que as profecias sobre o trono de Davi foram cumpridas quando Jesus se levantou dentre os mortos e subiu ao Céu para sentar-se à direita de Deus. É de lá que Ele reina:

“Irmãos, posso dizer-lhes com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado, e o seu túmulo está entre nós até o dia de hoje. Mas ele era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que colocaria um dos seus descendentes em seu trono. Prevendo isso, falou da ressurreição do Cristo, que não foi abandonado no sepulcro e cujo corpo não sofreu decomposição. Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas desse fato. Exaltado à direita de Deus, ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vocês agora veem e ouvem. Pois Davi não subiu ao céu, mas ele mesmo declarou: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos como estrado para os teus pés’. Portanto, que todo Israel fique certo disto: Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo.” (Atos 2:29-36)

Após ressuscitar, Jesus disse aos Seus discípulos: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra” (Mateus 28:18). Ou seja, foi após a ressurreição que Ele passou a reinar no trono de Davi; Ele ascendeu ao céu para reinar de lá, e não literalmente sobre a terra. Ele próprio afirmou que o Seu reino não era deste mundo (João 18:36).

Fica evidente, portanto, que o reinado milenar de Jesus não é literal. Ele reina lá do céu, não aqui na terra, desde Sua ressurreição e ascensão, e o Seu reino já tem durado quase dois mil anos e se estenderá por toda a eternidade, como Daniel profetizou (Daniel 7:13-14,27). Ele já é Rei dos Reis e Senhor dos senhores: “Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Apocalipse 19:16; veja também 1 Timóteo 6:14-16).


A Prisão Milenar de Satanás e a Batalha de Gogue de Magogue (Batalha do Armagedom)

A expulsão de Satanás:

  • Houve batalha no céu entre Miguel e seus anjos e Satanás e seus anjos (os demônios) e o Diabo e seus anjos perderam e foram expulsos do Paraíso e lançados na Terra (Apocalipse 12:7-9);
  • Predizendo a sua morte, Jesus disse: “agora será expulso o príncipe deste mundo [Satanás]” (João 12:31).
  • Jesus disse que viu Satanás caindo do céu como relâmpago (Lucas 10:18).

Conclusão:

Satanás foi expulso do Céu no século I, durante o ministério de Jesus.

A prisão de Satanás:

  • O Dragão (Satanás) tem sete cabeças e dez chifres (Apocalipse 12:3,9); o Dragão entrega o poder à Besta e então a Besta passa a ser descrita como tendo sete cabeças e dez chifres (Apocalipse 13:1-3); a sétima cabeça da Besta que age com o poder de Satanás é ferida de morte (Apocalipse 13:1-3, 14; 17:8-11). Nessa ocasião, Satanás é preso no abismo por mil anos (Apocalipse 20:1-3);
  • Quando a ferida de morte é curada (quando a sétima cabeça ressurgir como o oitavo reino), Satanás sobe do abismo e caminha para a perdição (Apocalipse 17:7-14).

Conclusão:

Satanás é preso no abismo quando a sétima cabeça da Besta é ferida de morte (A sétima cabeça é o Império Otomano, que era um império islâmico, ferido de morte na Primeira Guerra Mundial. Leia mais sobre isso aqui.) e liberto depois que a ferida de morte é curada, isto é, quando a Besta (A Besta é o oitavo reino, que é o sétimo reino reavivado. Uma vez que a sétima cabeça é o Império Otomano, o oitavo só pode ser o Califado Islâmico, que é o ressurgimento do Império Otomano.) emergir do abismo (Apocalipse 13:1). Portanto, a prisão de Satanás também não tem duração literal de “mil anos”.

A última batalha de Satanás contra o Cordeiro Jesus:

  • Satanás luta contra o Cordeiro no lugar chamado Armagedom (= a colina ou cidade de Megido) (Apocalipse 16:14, 16; 17:14). O Cordeiro vence Satanás na batalha do Armagedom (Apocalipse 17:14);
  • Satanás é solto do abismo após mil anos e reúne Gogue e Magogue para a última batalha (Apocalipse 20:7-8). O Cordeiro vence Satanás na batalha de Gogue e Magogue (Apocalipse 20:10).

Conclusão:

A batalha do Armagedom e a batalha de Gogue e Magogue são a mesma.

Gogue é o Anticristo e a batalha de Gogue é a batalha do Armagedom:

Paulo disse que o Anticristo “se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus.” (2 Tessalonicenses 2:4)

Talvez esse santuário de Deus seja o Terceiro Templo, que será construído em Jerusalém.

João disse que recebeu um caniço semelhante a uma vara de medir e foi ordenado a medir o templo de Deus e o altar (Apocalipse 11:1). Mas deveria excluir o pátio exterior, “pois ele foi dado aos gentios. Eles pisarão a cidade santa durante quarenta e dois meses” (Apocalipse 11:2). Ora, os gentios pisando a cidade santa (Jerusalém) é a invasão do Anticristo e seu exército no fim dos tempos. O interessante é que Ezequiel disse que quem invadirá Jerusalém no fim dos tempos é Gogue de Magogue:

“… Assim diz o Soberano Senhor: Estou contra você, ó Gogue, príncipe maior de Meseque e de Tubal… Em anos futuros você invadirá uma terra que se recuperou da guerra, cujo povo foi reunido dentre muitas nações nos montes de Israel, os quais por muito tempo estiveram arrasados. Foram trazidos das nações, e agora todos eles vivem em segurança.” (Ezequiel 38:3,8)

Portanto, o Anticristo é o Gogue.

Uma vez que a Bíblia diz que, depois de sair do abismo, Satanás reunirá Gogue e Magogue (na verdade, é apenas uma pessoa: Gogue de Magogue, como disse Ezequiel) para a última batalha (Apocalipse 20:7-8), só podemos concluir que essa última batalha é a mesma batalha que a Besta (que é o Anticristo) fará contra o Cordeiro no fim dos tempos (Apocalipse 13:7), que, obviamente, é a batalha do Armagedom (Apocalipse 16:14, 16; 17:14). Portanto, a batalha de Gogue é a batalha do Armagedom.

Sobre a guerra de Gogue, Ezequiel diz:

“Você [Gogue]  e todas as suas tropas e as muitas nações com você subirão, avançando como uma tempestade; você será como uma nuvem cobrindo a terra… Você virá de seu lugar, do extremo norte, você, acompanhado de muitas nações, todas elas montadas em cavalos, uma grande multidão, um exército numeroso. Você avançará contra Israel, o meu povo, como uma nuvem que cobre a terra. Nos dias vindouros, ó Gogue, trarei você contra a minha terra, para que as nações me conheçam quando eu me mostrar santo por meio de você diante dos olhos deles.” (Ezequiel 38:9, 15-16)

Mas veja que foi exatamente isso que João disse que a trindade do mal (Dragão [isto é, Satanás – Ap 12:9], Besta [isto é, o Anticristo] e Falso Profeta) fará na batalha do Armagedom: reunirá nações para batalhar também.

“Então vi saírem da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs. São espíritos de demônios que realizam sinais miraculosos; eles vão aos reis de todo o mundo, a fim de reuni-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso… Então os três espíritos os reuniram no lugar que, em hebraico, é chamado Armagedom.” (Apocalipse 16:13-14,16)

Portanto, mais uma vez, vemos que a batalha de Gogue e Magogue é a mesma batalha do Armagedom.

Armagedom significa “colina ou cidade de Megido” (G0717, Strong). E Megido é uma colina localizada em Israel.

Ezequiel diz que Deus vai destruir Gogue em seus montes (ou colinas):

“Convocarei a espada contra Gogue em todos os meus montes, palavra do Soberano Senhor…” (Ezequiel 38:21)

A Palavra do Senhor diz ainda: “Filho do homem, profetize contra Gogue e diga: ‘Assim diz o Soberano Senhor: Eu estou contra você, ó Gogue, príncipe maior de Meseque e de Tubal. Farei você girar e o arrastarei. Eu o trarei do extremo norte e o enviarei contra os montes de Israel. Então derrubarei o arco da sua mão esquerda e farei suas flechas caírem da sua mão direita. Nos montes de Israel você cairá, você e todas as suas tropas e as nações que estiverem com você. Eu darei você como comida a todo tipo de ave que come carniça e aos animais do campo. Você cairá em campo aberto, pois eu falei, palavra do Soberano Senhor.” (Ezequiel 39:1-5)

Deus vai derrotar Gogue no monte.

João disse que os reis da terra apoiarão o Anticristo (Besta/Gogue) e irão para a batalha do Armagedom, mas serão derrotados pelo Cordeiro Jesus:

“A besta que era, e agora não é, é o oitavo rei. É um dos sete, e caminha para a perdição. Os dez chifres que você viu são dez reis que ainda não receberam reino, mas que por uma hora receberão autoridade como reis, juntamente com a besta. Eles têm um único propósito, e darão seu poder e sua autoridade à besta. Guerrearão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis…” (Apocalipse 17:11-14)

Ezequiel diz ainda que Gogue e seu exército e as nações que o acompanharão perecerão ao fio da espada do Senhor e servirão de alimento às aves do céu:

“Naquele dia darei a Gogue um túmulo em Israel, no vale dos que viajam para o oriente na direção do Mar. Ele bloqueará o caminho dos viajantes porque Gogue e todos os seus batalhões serão sepultados ali. Por isso será chamado vale de Hamom-Gogue… Filho do homem, assim diz o Soberano Senhor: Chame todo tipo de ave e todos os animais do campo: ‘Venham de todos os lugares ao redor e reúnam-se para o sacrifício que estou preparando para vocês, o grande sacrifício nos montes de Israel. Ali vocês comerão carne e beberão sangue. Comerão a carne de poderosos e beberão o sangue dos príncipes da terra como se eles fossem carneiros, cordeiros, bodes e novilhos, todos eles animais gordos de Basã. No sacrifício que lhes estou preparando, vocês comerão gordura até empanturrar-se e beberão sangue até embriagar-se. À minha mesa vocês comerão sua porção de cavalos e cavaleiros, de homens poderosos e soldados de todo tipo’, palavra do Soberano Senhor.” (Ezequiel 39:11,17-20)

Mas veja que João diz exatamente o mesmo acerca do Anticristo (Besta) quando ele batalhar contra o Cordeiro no Armagedom:

“Vi um anjo que estava de pé no sol e que clamava em alta voz a todas as aves que voavam pelo meio do céu: ‘Venham, reúnam-se para o grande banquete de Deus, para comerem carne de reis, generais e poderosos, carne de cavalos e seus cavaleiros, carne de todos: livres e escravos, pequenos e grandes’. Então vi a besta, os reis da terra e os seus exércitos reunidos para guerrearem contra aquele que está montado no cavalo [Jesus] e contra o seu exército. Mas a besta foi presa, e com ela o falso profeta que havia realizado os sinais miraculosos em nome dela, com os quais ele havia enganado os que receberam a marca da besta e adoraram a imagem dela. Os dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. Os demais foram mortos com a espada que saía da boca daquele que está montado no cavalo. E todas as aves se fartaram com a carne deles.” (Apocalipse 29:17-21)

Então, Ezequiel e João, definitivamente, estão narrando a mesma batalha. A batalha do Armagedom da Besta (Anticristo) é a mesma batalha do Gogue e Magogue, pois a Besta é o Gogue. Ou seja, a batalha do Armagedom, em Apocalipse 19, é a mesma batalha de Gogue e Magogue, em Apocalipse 20, conforme esclarecem os capítulos 38 e 39 do Livro do profeta Ezequiel.

Anúncios