Ira Futura, Grande Tribulação e Arrebatamento da Igreja

arrebatamento

Para negar a evidência bíblica de que a Igreja (pelo menos parte dela) enfrentará a Grande Tribulação, algumas pessoas citam textos como 1 Tessalonicenses 1:10, que diz que Jesus “nos livra da ira futura”, para afirmar que Jesus arrebatará a Igreja antes da Grande Tribulação. Mas é preciso entender que Ira futura e Grande Tribulação são coisas diferentes. Se não fossem, então a Bíblia estaria se contradizendo, pois afirma tanto que o Senhor livrará a Igreja da ira futura (1 Tessalonicenses 1:10) quanto que a Igreja enfrentará e morrerá na Grande Tribulação (Apocalipses 7:9-14).

O que é Ira futura?

Jesus livrará a Igreja da Ira futura porque a ira futura é a condenação eterna no fogo (inferno). Uma vez que “não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1), só serão lançados no inferno aqueles que se recusarem a crer em Jesus para a salvação eterna (João 3:16-21).

Para se livrar da ira futura é preciso não somente crer em Jesus, mas também ser batizado (Marcos 16:16), pois o batismo, uma vez que é para o perdão dos pecados (Atos 2:38), salva (Marcos 16:16; 1 Pedro 3:21). Por isso, certa vez os fariseus e saduceus procuram a João para serem batizados, mas sem se arrependerem de seus pecados. Eles logo foram desmascarados por João Batista, que perguntou: “Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima?” (Lucas 3:7)

“Quando viu que muitos fariseus e saduceus vinham para onde ele estava batizando, disse-lhes: ‘Raça de víboras! Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima? Deem fruto que mostre o arrependimento!’” (Mateus 3:7-8)

É o batismo que nos salva da ira futura (Marcos 16:16; 1 Pedro 3:21).

Ao falar sobre a condenação que sobreveio o mundo no Dilúvio e sobre a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra, e de Deus ter livrado os piedosos nessas ocasiões (Noé e sua família, na arca; Ló e sua família, de Sodoma e Gomorra), o apóstolo Pedro afirmou: “Vemos, portanto, que o Senhor sabe livrar os piedosos da provação e manter em castigo os ímpios para o dia do juízo” (2 Pedro 2:9). Esse é outro texto muito citado por aqueles que afirmam que a Igreja não enfrentará a Grande Tribulação. Mas perceba que não foi isso o que Pedro disse, e não podemos ir além do que está escrito (1 Coríntios 4:6).

Pedro não disse que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação, mas que o Senhor livrará a Igreja da condenação, como livrou Noé e sua família na arca. Veja: Na época do dilúvio, apesar de o Senhor ter livrado os piedosos do castigo, Ele não os tirou do mundo. Uma vez que a Igreja é a nova arca, quem estiver na Igreja será livrado da condenação, pois as portas do inferno não prevalerão contra ela (Mateus 16:18).

Quando Deus livrou Ló e sua família da destruição do fogo em Sodoma e Gomorra, Ele não os tirou do mundo. Judas comparou o fogo de Sodoma e Gomorra com o fogo do inferno (Judas 1:7). O Senhor livrará do fogo do inferno aqueles que acreditam nEle (João 3:16), assim como livrou do fogo a família de Ló.

O Senhor Jesus disse que no fim dos tempos será como nos tempos do dilúvio e de Sodoma e Gomorra (Mateus 24:37-42; Lucas 17:26-30). Quem lê, entenda!

Por fim, a mesma palavra grega que Pedro usou para “provação” quando afirmou que o “Senhor sabe livrar os piedosos da provação”, foi usada por Paulo, quando disse que o Senhor não permitirá que sejamos tentados além do que podemos suportar:

“Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar.” (1 Coríntios 10:13)

Em ambos os textos (2 Pedro 2:9 e 1 Coríntios 10:13), para “provação” e “tentados”, a palavra grega utilizada é πειρασμος (peirasmos), que significa “experimento, tentativa, teste, prova, sedução ao pecado, tentação, seja originada pelos desejos ou pelas circunstâncias externas”, segundo o léxico Strong (G03986).

A ira de Deus virá no dia do juízo, e todo pecador está sujeito a ela, mas o que recebe a Jesus como seu Salvador será livrado: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (João 3:36).

Perceba que, nos textos bíblicos abaixo, o apóstolo Paulo contrapõe ira e salvação:

“Como agora fomos justificados por seu sangue [isto é, pelo sangue de Jesus], muito mais ainda seremos salvos da ira de Deus por meio dele!” (Romanos 5:9)

“Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para recebermos a salvação por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Tessalonicenses 5:9)

Portanto, sim, o Senhor livrará a Igreja da ira futura, isto é, da condenação no lago de fogo, afinal, ira futura é o castigo eterno. Mas nada na Bíblia diz que o Senhor livrará a Igreja da Grande Tribulação.


E o que é Grande Tribulação?

Grande Tribulação é um período de tempo em que o Anticristo reinará na terra e perseguirá os santos do Altíssimo (Daniel 9:27; Apocalipse 11:1-7). As duas testemunhas (a Igreja, formada por judeus e gentios) serão mortas. Leia sobre as testemunhas aqui: Quem são as duas testemunhas de Apocalipse 11?


Quanto tempo vai durar a Grande Tribulação?

Muitos ensinam que a Grande Tribulação terá duração de 7 anos e será somente para Israel, porque a Igreja será arrebatada antes. Mas que textos bíblicos apoiam tal doutrina?

Certamente a Escritura fala de Grande Tribulação e arrebatamento. Porém, nada na Bíblia diz a Grande Tribulação terá duração de exatos 7 anos ou que a Igreja será arrebatada antes dela. O que a Palavra ensina é que, no fim dos tempos, o Anticristo fará um acordo de paz com a nação de Israel por 7 anos, mas quebrará esse acordo pela metade, isto é, após três anos e meio (“um tempo, dois tempos e meio tempo” – Daniel 9:27) e então invadirá Jerusalém (Apocalipse 11:2) e terá início a chamada Grande Tribulação, que se estenderá até o final do sétimo ano. Ou seja, a Grande Tribulação terá duração de três anos e meio, isto é, quarenta e dois meses (Apocalipse 11:2). Esse tempo é literal? É difícil dizer. Mas uma coisa é fato: não será de 7 anos exatos. Sete anos é o tempo que deveria durar o acordo de paz do Anticristo com Israel, somente. A Grande Tribulação se inicia na metade desses sete anos, quando o Anticristo quebrar o acordo, e vai até o fim da história, isto é, até Jesus voltar.


A Igreja passará pela Grande Tribulação ou somente Israel?

A Bíblia fala que a Igreja, isto é, os cristãos, passam e passarão por tribulações (2 Coríntios 4:8-9; etc.). Mas é importante distinguir as tribulações comuns a todos os crentes daquela que será a Grande Tribulação do fim dos tempos. A palavra “tribulação” aparece 43 vezes na Bíblia e tem o sentido de sofrimento, opressão e perseguição. É usada em muitos contextos diferentes para descrever diversos tipos de agonia. A frase “grande tribulação” se encontra apenas quatro vezes nas Escrituras e está relacionada a uma aflição maior. Considere as seguintes passagens:

Mateus 24:21 profetiza o sofrimento que sobreveio Jerusalém no ano 70 d.C., pois Jesus deixou claro que a profecia se cumpriria naquela geração (Mateus 24:34).

Atos 7:11 usa essas palavras quando cita a grande fome da época de Jacó. Os detalhes históricos se encontram em Gênesis, capítulos 41 a 46.

A grande tribulação de Apocalipse 2:22 é o castigo que Deus trará à Igreja de Tiatira que tolera a falsa profetiza Jezabel que induz os servos de Jesus (os cristãos) “à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos” (v. 20). Por isso, o Senhor vai “fazer Jezabel adoecer” e trará “grande tribulação aos que cometem adultério com ela, a não ser que se arrependam das obras que ela pratica” (v. 22).

Apocalipse 7:14 fala dos salvos (“uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” – v. 9) que passarão pela Grande Tribulação do fim dos tempos (“são os que vieram da grande tribulação e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro” – v. 14). Muitos ensinam que essa Grande Tribulação é a mesma descrita em Mateus 24:21 e já se cumpriu no século I, quando Roma destruiu Jerusalém, em 70 d.C. Porém, isso não pode ser verdade, uma vez que o Apocalipse foi escrito por volta do ano 95 d.C., pelo menos 25 anos depois da Grande Tribulação causada pela invasão romana no ano 70 d.C.! Portanto, a Grande Tribulação de Apocalipse 7:14 claramente é uma referência ao fim dos tempos.

Como acabamos de ver em Apocalipse 7:14, parece razoável concluir que não somente Israel natural passará pela Grande Tribulação, mas a Igreja também. A Bíblia destaca a Grande Tribulação de Israel por causa da invasão do Anticristo a Jerusalém (Apocalipse 11:2), na qual ocorrerá a perseguição às testemunhas de Jesus (isto é, os cristãos – Apocalipse 6:9; 17:6; 20:4) na “cidade santa” – Jerusalém (Apocalipse 11:3-14).

Diversas passagens bíblicas falam sobre o futuro tempo de tormento e angústia que há de vir sobre Israel. O profeta Jeremias declarou: “Como será terrível aquele dia! Sem comparação! Será tempo de angústia para Jacó; mas ele será salvo” (Jeremias 30:7). Daniel também registrou: “Haverá um tempo de angústia tal como nunca houve desde o início das nações e até então. Mas naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto” (Daniel 12:1). Esses textos estão falando sobre um tempo de sofrimento muito grande para o povo de Israel, mas no final Israel será salvo (Israel espiritual, ou seja, a igreja, formada tanto por gentios quanto por judeus convertidos a Jesus – Colossenses 3:12; 1 Pedro 2:9-10; então Jesus voltará para a batalha do Armagedom – Apocalipse 19 – também chamada de batalha de Gogue e Magogue –  Apocalipse 20 e Ezequiel 38-39).


Israel ainda é o povo escolhido de Deus?

Alguns ensinam que há distinção entre Israel e Igreja e que Deus tem dois povos. Porém, isso não é verdade. Israel deixou de ser o povo escolhido de Deus desde que rejeitou o Messias Jesus. Quando Jesus morreu e ressuscitou, a Nova Aliança tomou o lugar da Antiga (Hebreus 8:6-13). A partir daí, o povo escolhido de Deus é a Igreja, que substitui o Israel étnico da Antiga Aliança (1 Pedro 2:9-10). Mas é importante entender que o Novo Testamento não exclui os judeus, mas inclui os gentios. Judeus e gentios convertidos a Jesus são unidos na Igreja, pelo sangue de Jesus Cristo (João 10:16; Atos 10:34-35; Efésios 1-3; etc.). “Não há judeu nem grego… pois todos são um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28).

Então, o único povo de Deus hoje é a Igreja, formada por judeus e gentios convertidos ao Messias (cf. o Livro de Atos, que mostra que os primeiros cristãos eram judeus e que depois os gentios foram se convertendo através da pregação dos apóstolos e todos formaram um só povo, a Igreja).

Assim, os cristãos, isto é, judeus e gentios convertidos a Jesus, pertencem a uma nação espiritual, e sua condição de membros dessa nação não é determinada por nascimento ou por localização geográfica. O apóstolo Paulo falou desse assunto da seguinte maneira: “De nada vale ser circuncidado ou não. O que importa é ser uma nova criação. Paz e misericórdia estejam sobre todos os que andam conforme essa regra, e também sobre o Israel de Deus” (Gálatas 6:15-16).

Ao passo que a atual nação de Israel oferece cidadania a qualquer judeu natural ou converso, a cidadania que a Bíblia chama de “Israel de Deus” só é dada aos que são “obedientes e aspergidos com o sangue de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:1-2). Referindo-se a esses membros do Israel de Deus, ou judeus espirituais, Paulo escreveu: “Não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é meramente exterior e física. Não! Judeu é quem o é interiormente, e circuncisão é a operada no coração, pelo Espírito, e não pela lei escrita. Para estes o louvor não provém dos homens, mas de Deus” (Romanos 2:28-29).

Portanto, o único povo escolhido de Deus hoje, na Nova Aliança, é a Igreja: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam” (1 Pedro 2:9-10).


A Grande Tribulação é para o mundo inteiro?

“Visto que você guardou a minha palavra de exortação à perseverança, eu também o guardarei da hora da provação que está para vir sobre todo o mundo, para pôr à prova os que habitam na terra.” (Apocalipse 3:10)

Neste texto, a palavra grega traduzida como “mundo” é οικουμενη (oikoumene). Esta palavra poderia ter sido traduzida como “terra habitada”. Para os judeus do primeiro século, oikoumene não era uma referência ao planeta Terra, mas ao Império Romano. Essa era a palavra que designava o Império dos Césares. É a mesma palavra usada em Lucas 2:1. Sabendo disto, muitos tradutores acertadamente resolveram traduzir Lucas 2:1 assim: “Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se”. Infelizmente, o erro não foi corrigido em Apocalipse 3:10.

Agora, observe esta acusação movida contra Paulo e Silas quando eles pregaram em Tessalônica: “Esses homens que viraram o mundo de cabeça para baixo, chegaram também aqui” (Atos 17:6b).

Paulo foi assim também acusado por Félix: “Temos achado que este homem é uma peste, aquele que atiça tumultos entre todos os judeus e em todo o mundo” (Atos 24.5).

Claramente, “mundo” (oikoumene) significa somente o Império Romano (todas as nações dominadas pelo Império até então, sendo uma delas Israel).

O grego tem outra palavra para designar literalmente o mundo todo, que é κοσμος (kosmos), palavra usada em João 3:16, que diz que Deus amou o mundo todo, e em 1 João 2:2, que diz que Jesus morreu pelo mundo todo, entre outros textos. Não foi essa a palavra usada em Apocalipse 3:10.

Assim, oikoumene não é uma referência ao mundo todo. Portanto, quando a Bíblia diz que o mundo todo enfrentará a Grande Tribulação, o que ela está dizendo na realidade é que a terra dominada pela Besta enfrentará a Grande Tribulação (o que significa que cristãos que estiverem lá inevitavelmente passarão pela Grande Tribulação e muitos serão assassinados pela Besta, mas serão salvos por sua fidelidade ao Cordeiro Jesus Cristo – Apocalipse 7:9-14). No século I, a cabeça da besta (a besta tem sete cabeças – Apocalipse 17:3) que estava em ação era a sexta, isto é, o Império Romano. No fim dos tempos, a oitava cabeça, que na verdade é uma das sete anteriores (Apocalipse 17:11), reinará em todo Oriente Médio (a sétima cabeça da besta foi o Império Otomano, um império essencialmente islâmico, e essa será a oitava cabeça da besta reavivada, pois a besta é o califado islâmico que age no Oriente Médio). Veja mais sobre os porquês de o império da Besta ser o califado islâmico e detalhes das profecias de Apocalipse 13 e 17:


E o arrebatamento?

A Bíblia ensina que o arrebatamento ocorrerá somente no fim dos tempos, quando Cristo retornar à Terra para fazer o julgamento (o que evidentemente contraria a doutrina pré-milenarista, que diz que o arrebatamento ocorrerá antes da Grande Tribulação). Portanto, não existe arrebatamento secreto antes da Grande Tribulação. Quando Jesus voltar, ocorrerá também a ressurreição dos mortos, e então tanto os vivos quanto os mortos “no Senhor” serão arrebatados para encontrar-se com Ele nos ares. E este não será um evento secreto, como mostra o herético filme “Deixados para Trás”. Uma passagem bíblica que claramente fala sobre isso é 1 Tessalonicenses 4:16-17: “… o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”.

arcanjo

Algumas coisas são vistas claramente aqui que negam a teoria pré-milenarista do arrebatamento. Em primeiro lugar, a Vinda de Jesus não é “silenciosa” como eles alegam, mas é audível. Observe: o texto diz que o Senhor descerá, ouvida a voz do arcanjo e ressoada a trombeta de Deus. A mesma observação é feita em João 5:28, onde Jesus disse: “… porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz [a voz de Jesus] e sairão”. Mais uma passagem que fala da ressurreição é 1 Coríntios 15:52: “…ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis”.

A Segunda Vinda será audível e, por isso, claramente contraditória à teoria do arrebatamento silencioso; não será em segredo, mas visível e público. Em Apocalipse 1:7, a Bíblia diz: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram”. Alguns ensinam que apenas aqueles que estão preparados O verão. Ele será invisível para outros. No entanto, esse texto diz que aqueles que o traspassaram O verão (pois haverá a ressurreição dos mortos). Esses certamente não eram Seu discípulos.


Conclusão:

A Bíblia distingue “ira futura” de “grande tribulação”: ira futura é o castigo eterno, do qual a igreja será liberta pelo sangue de Jesus (as portas do inferno não prevalecerão sobre a Igreja); mas a Igreja passa e passará por tribulações. No entanto, somente parte da Igreja passará pela Grande Tribulação do Fim dos Tempos, a parte que estará no Oriente Médio. Não-cristãos que estivem lá também enfrentarão a Grande Tribulação, obviamente, como os judeus, por exemplo (Israel fica no Oriente Médio e será invadida pelo Anticristo). E o Arrebatamento só ocorrerá quando Jesus voltar, e não será um evento secreto; pelo contrário, será visível e audível para todos, inclusive para os que transpassaram o Senhor Jesus, uma vez que ocorrerá a ressurreição dos mortos.


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