O Alcorão prega a paz? O Islamismo é uma religião de paz?

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O Alcorão não está organizado em ordem cronológica. O livro foi escrito em ordem, mas foi compilado (organizado) em uma ordem diferente. As suras (capítulos) mais longas foram deixadas no começo, e as suras mais curtas no final, com exceção da primeira, que é uma abertura. O objetivo de terem feito isso foi facilitar a memorização por aqueles que o estudam.

Para ler o Alcorão na ordem em que foi escrito e acompanhar o pensamento de Maomé, deve-se ler as suras na seguinte ordem: 96, 74, 73, 93, 94, 113, 114, 1, 109, 112, 111, 108, 104, 107, 102, 92, 68, 90, 105, 106, 97, 86, 91, 80, 87, 95, 103, 85, 101, 99, 82, 81, 84, 100, 79, 77, 78, 88, 89, 75, 83, 69, 51, 52, 56, 53, 70, 55, 54, 37, 71, 76, 44, 50, 20, 26, 15, 19, 38, 36, 43, 72, 67, 23, 21, 25, 17, 27, 18, 32, 41, 45, 16, 30, 11, 14, 12, 40, 28, 39, 29, 31, 42, 10, 34, 35, 7, 46, 6, 13, 2, 98, 64, 62, 8, 47, 3, 61, 57, 4, 65, 59, 33, 63, 24, 58, 22, 48, 66, 60, 110, 49, 9, 5.

O Alcorão não prega a paz, e, portanto, o Islamismo não é uma religião de paz:

O Alcorão fala da lei da ab-rogação, que diz que as suras escritas primeiro (as mais antigas) são substituídas pelas que foram escritas depois. As suras mais antigas foram escritas em uma cidade chamada Meca, e são mais pacíficas e tolerantes. Em Meca, Maomé era apenas um líder religioso. As suras mais novas foram escritas em Medina, e são mais violentas e intolerantes. Em Medina, Maomé era um líder político.

Ou seja, os versículos pacíficos não valem mais e foram substituídos pelos mais violentos. E é a estes que os muçulmanos devem obedecer.

Vejamos o que o próprio Alá diz no Alcorão sobre a lei da ab-rogação:

“Os versículos que ab-rogamos ou desprezamos neste Livro, Nós os substituímos por outros, iguais ou melhores. Não sabeis que Deus tem poder sobre tudo?” (Alcorão 2:106)

“Deus ab-roga o que quiser e confirma o que quiser. Porque o Livro original está com Ele.” (Alcorão 13:39)

“Quando substituímos um versículo por outro – e Deus sabe o que ele envia – dizem: ‘Não passas de um blasfemador.’ A maioria deles são ignorantes.” (Alcorão 16:101)

“Se quiséssemos, poderíamos retirar o que te revelamos; e não encontrarias ninguém para defender-te contra Nós.” (Alcorão 17:86)

Perceba que às vezes deus fala de si próprio na primeira pessoa do plural (nós), mas em muitos versículos repreende àqueles que lhe atribuem “parceiros” (isto é, os cristãos, que afirmam que Deus é uma Trindade – Alcorão 5:73; etc.). Leia mais sobre isso aqui.

Quando os muçulmanos são minoria em um país, eles praticam o exemplo de Maomé em Meca. Quando aumentam de número, praticam o exemplo dele em Medina (que é o “melhor”, pois é o comportamento que veio depois).

É por isso que, enquanto se praticar a lei da ab-rogação e o exemplo de Maomé, o Islã nunca será uma religião de paz. E os muçulmanos que isolam versículos pacíficos do Alcorão afirmando que a sua religião prega a paz estão indo contra o próprio Alcorão, que ensina a ab-rogação dos versículos pacíficos.

Com respeito a ab-rogação, existem duas posturas dos muçulmanos, ambas baseadas na negação, ou seja, eles vão afirmar que a ab-rogação não existe:

  • Um grupo vai negar este princípio islâmico pelo simples fato de desconhecê-lo. Trata-se dos muçulmanos seculares ou daqueles que cresceram longe das mesquitas. Eles são sinceros, porém ignorantes da sua própria religião.
  • O segundo grupo vai negar a ab-rogação como estratégia. Eles vão mentir sabendo que esta mentira ajuda a propagar o Islã (takkyia). Eles sabem que os versos violentos são mal-vistos pelos kafirs (infiéis) e vão sempre apresentar o Islã como algo pacifico e tolerante.

Vejamos alguns exemplos de versículos violentos deste livro:

“Matai-os onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos.” (Alcorão 2:191)

“O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo.” (Alcorão 5:33)

“E de quando o teu Senhor revelou aos anjos: Estou convosco; firmeza, pois, aos fiéis! Logo infundirei o terror nos corações dos incrédulos; decapitai-os e decepai-lhes os dedos!” (Alcorão 8:12)

“Ó Profeta, combate os incrédulos e os hipócritas, e sê implacável para com eles! O inferno será sua morada. Que funesto destino!” (Alcorão 9:73)

“Anseiam (os hipócritas) que renegueis, como renegaram eles, para que sejais todos iguais. Não tomeis a nenhum deles por confidente, até que tenham migrado pela causa de Deus. Porém, se se rebelarem, capturai-os então, matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis a nenhum deles por confidente nem por socorredor.” (Alcorão 4:89)

“Juram por Deus nada terem dito (de errado); porém, blasfemaram e descreram, depois de se terem islamizado. Pretenderam o que foram incapazes de fazer, e não encontraram outro argumento, senão o de que Deus e Seu Mensageiro os enriqueceram de Sua graça. Mas, se se arrependerem, será melhor para eles; ao contrário, se se recusarem, Deus os castigará dolorosamente neste mundo e no outro, e não terão, na terra, amigos nem protetores.” (Alcorão 9:74)

De modo especial, as suras 2, 5 e 9 são as mais violentas. Essas não foram ab-rogadas e são postas no início do livro, que – lembrando – não está em ordem cronológica. Elas na verdade fazem parte dos capítulos finais do Alcorão, e contêm revelações violentas que Maomé teve em Medina e que são válidas hoje. Portanto, os grupos radicais islâmicos estão praticando o verdadeiro Islã, tal como o Alcorão ensina. Os “pacíficos” é que são os “desviados”.

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