Jesus realmente morreu crucificado? – O calcanhar de Aquiles do Islã

cruz

A Bíblia diz que sim! Ele morreu crucificado (Mateus  27:31-34).

Mas o Alcorão diz que não:

“E por dizerem: ‘Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o Mensageiro de Deus’, embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam, quanto isso, estão na dúvida, porque não possuem conhecimento algum, abstraindo-se tão-somente em conjecturas; porém, o fato é que não o mataram.” (Surata 4:157)

Entretanto, o Alcorão é uma fonte muito tardia, datando do século VI d. C., longe demais dos acontecimentos e contraria fontes primitivas não-cristãs que gozam de mais confiabilidade no meio acadêmico, tais como:

Luciano de Samosata: “Foi então que ele [Proteus] conheceu a maravilhosa doutrina dos cristãos, associando-se a seus sacerdotes e escribas na Palestina. (…) E o [Jesus] consideraram como protetor e o tiveram como legislador, logo abaixo do outro [legislador], aquele que eles ainda adoram, o homem que foi crucificado na Palestina por dar origem a este culto. (…) Os pobres infelizes estão totalmente convencidos que eles serão imortais e terão a vida eterna, desta forma eles desprezam a morte e voluntariamente se dão ao aprisionamento; a maior parte deles. Além disso, seu primeiro legislador os convenceu de que eram todos irmãos, uma que vez que eles haviam transgredido, negando os deuses gregos, e adoram o sofista crucificado vivendo sob suas leis.” – Fonte: Luciano de Samosata, Passagem do Peregrino, 11 e 13.

Flegon: “O eclipse na época de Tibério César, em cujo reino Jesus parece ter sido crucificado, e o grande terremoto que aconteceu na época.” – Fonte: Orígenes, p. 14.

Flávio Josefo: “Nessa época [época de Pilatos], havia um homem sábio chamado Jesus. Sua conduta era boa e [ele] era conhecido por ser virtuoso. Muitos judeus e de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos condenou-o à crucificação e à morte. Mas aqueles que se tornaram seus discípulos não abandonaram seu discipulado, antes relataram que Jesus havia reaparecido três dias depois de sua crucificação e que estava vivo; por causa disso, ele talvez fosse o Messias, sobre quem os profetas contaram maravilhas.” – Fonte: Existe uma versão dessa citação na qual Josefo afirma que Jesus era o Messias, mas a maioria dos estudiosos acredita que os cristãos mudaram a citação para que fosse lida dessa maneira. De acordo com Orígenes, um dos pais da Igreja, nascido no século lI, Josefo não era cristão. Desse modo, é improvável que ele pudesse afirmar que Jesus era o Messias. A versão citada aqui encontra-se no manuscrito árabe “Kitab Al-Unwan Al-Mukallal Bi-Fadail Al-Hikma Al Mutawwaj Bi-Anwa Al Falsafa Al-Manduh Bi-Haqaq Al-Marifa” (Uma tradução aproximada desse título é: “Livro da História Dirigida por Todas as Virtudes. Coroada com Várias Filosofias e Bendita pela Verdade do Conhecimento”), que, acredita-se, não foi corrompida.

Dr. William Lane Craig, filósofo, teólogo e apologista cristão, conclui:

“Uma das coisas mais notáveis sobre o testemunho do Alcorão para Jesus é que ele nega a sua crucificação. E eu acho que isso pode ser o calcanhar de Aquiles do Islã, francamente. É que o fato histórico sobre Jesus de Nazaré, que é universalmente reconhecido por todos os críticos hoje, mesmo os mais céticos, é que Jesus foi executado por crucificação pelos romanos. E ainda assim o Alcorão nega este fato indiscutível.” (Fonte: https://www.facebook.com/ContraOIslamismo/videos/1889139707987840)