O Deus da Bíblia versus o deus do Alcorão

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O Islamismo reivindica que Alá é o mesmo Deus revelado na Bíblia. Porém, uma comparação entre o Alcorão e a Bíblia revela que isso não é verdade.

O Dr. Samuel Schlorff mencionou em seu artigo sobre as diferenças essenciais sobre o Alá do Alcorão e o Deus da Bíblia: “Acredito que o ponto chave é a questão da natureza de Deus e como Ele se relaciona a Sua criação. Islamismo e Cristianismo são, apesar de suas semelhanças formais, mundos distanciados nessa questão.”


CONHECIDO VERSUS DESCONHECIDO

Segundo a Bíblia, Deus pode ser conhecido. Jesus Cristo veio a esse mundo para que conheçamos a Deus: “E a vida eterna é esta: Que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviastes” (João 17: 3); “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para que conheçamos ao Verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (1 João 5:20).

No Islamismo, porém, Alá é desconhecido. É tão transcendente, tão exaltado, que nenhum homem pode sequer conhecer Alá pessoalmente.


PESSOAL VERSUS IMPESSOAL

Fala-se do Deus da Bíblia como um Ser pessoal, isto é, com intelecto, emoção e vontade.

Isso se contrasta ao Alá do Alcorão, que não é entendido como uma pessoa.


ESPIRITUAL VERSUS NÃO-ESPIRITUAL

Para o Islamismo, a ideia de que Alá é uma pessoa ou um espírito é blasfêmia, porque isso rebaixaria o Exaltado.

Porém, o conceito de que “Deus é Espírito” é um dos pilares da natureza Bíblica de Deus, ensinada pelo próprio Jesus Cristo, em João 4:24.


TRINITARIANO VERSUS UNITARIANO

O Deus da Bíblia é um Deus em Três pessoas: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essa Trindade não são três deuses, mas um Deus.

Quando nos atemos ao Alcorão, verificamos que ele nega a trindade explicitamente.


LIMITADO VERSUS NÃO-LIMITADO

O Deus Bíblico é limitado por Sua própria natureza imutável e inalterável. Portanto, Deus não pode fazer qualquer coisa que seja contrária à Sua natureza. Em Tito 1: 2 somos informados de que “Deus não pode mentir”. Somos também informados sobre isso em Hebreus 6: 18. Deus não pode nunca agir de uma forma que viesse contradizer Sua natureza divina, porque “não pode negar-se a Si mesmo” (II Timóteo 2: 13).

Porém, quando você se atém ao Alcorão, descobre que Alá não é limitado por nada. Não é limitado sequer por sua própria natureza. Alá pode fazer tudo, em qualquer lugar, a qualquer hora, sem nenhuma limitação.


DIGNO DE CONFIANÇA VERSUS INCONSTANTE

Pelo fato de o Deus da Bíblia ser limitado por Sua própria natureza justa e haver certas coisas que Ele não pode fazer, Ele é totalmente consistente e digno de confiança.

Porém, quando estudamos as ações de Alá no Alcorão, descobrimos que ele é totalmente inconstante e indigno de confiança. Não é limitado por sua natureza ou sua palavra.


AMOR DE DEUS VERSUS NENHUM AMOR DE DEUS

O amor de Deus é o principal atributo do Deus Bíblico, que é revelado em passagens como I João 4: 8, “Deus é amor”. Veja também João 3: 16, “Porque Deus amou o mundo”. Deus tem sentimentos por suas criaturas, especialmente o homem.

Porém, quando nos voltamos ao Alcorão, não encontramos amor como sendo o principal atributo. Alá nem sequer “tem sentimentos” em relação ao homem. Tal conceito é alheio à compreensão Islâmica.


ATIVO NA HISTÓRIA VERSUS PASSIVO

Alá não participa da história humana pessoalmente e não atua como um agente histórico. Sempre lida com o mundo através da sua palavra, profetas e anjos.

Isso muito diferente da ideia Bíblica da encarnação, pela qual o próprio Deus entra na história e atua para promover a salvação do homem: “Deus se manifesta em carne” (I Timóteo 3:16). Mais uma vez, “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5: 8).


GRAÇA VERSUS OBRAS

Por último, a Bíblia fala muito sobre a graça de Deus em promover uma salvação gratuita para o homem através de um salvador, que é também um intercessor: “porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (I Timóteo 2: 5).

Já no Alcorão, não há nenhum conceito da graça de Alá. Não há nenhum salvador ou intercessor, segundo o Alcorão.


ALÁ E JEOVÁ NÃO SÃO O MESMO DEUS

O Deus da Bíblia tem revelado a Si mesmo de maneira que Sua natureza e Seu nome não podem ser confundido com a natureza e os nomes de deuses pagãos circundantes.

A seita da deusa lua que adorou a Alá foi transformado por Maomé em uma fé monoteísta. Pelo fato de Maomé ter começado com um deus pagão, não é nenhuma surpresa que tenha terminado com um deus pagão. Até o século sétimo, quando Maomé fez de Alá o único Deus, Alá era o nome de uma divindade pagã! Até o tempo de Maomé, Alá era simplesmente um deus pagão dentre muitos, seu nome era um nome particular para a deusa lua adorada na Arábia.

A BÍBLIA ÁRABE

Durante um show de rádio em Irvine, na Califórnia, um telespectador árabe respondeu a essas observações perguntando: “Mas a Bíblia Árabe não usa o nome “Alá” para Deus? Portanto, “Alá” é um nome Bíblico para Deus”.

A resposta depende do período. Foi a Bíblia traduzida para o Árabe no tempo de Maomé? Não! A primeira tradução Árabe para a Bíblia não apareceu até por volta do século nono.

Até o século nono, o Islamismo era a força política dominante nas terras Árabe e os homens que traduziram a Bíblia para árabe enfrentavam uma situação política difícil. Se não usassem o nome “Alá” como o nome de Deus, poderiam sofrer nas mãos dos Muçulmanos fanáticos, que, como parte de sua religião, acreditavam ser o Alá do Alcorão o Deus da Bíblia.

Considerando que “Alá” era, nesse tempo, o nome comum para “Deus”, devido ao domínio do Islamismo, os tradutores renderam-se às pressões políticas e religiosas e puseram “Alá” na Bíblia Árabe.

Uma vez que a tradução Árabe para a Bíblia surgiu 900 anos depois da Bíblia ter sido completada, não pode haver nenhuma sustentação lógica de que “Alá” tenha sido originalmente um nome para Deus na Bíblia.


ORIGENS PAGÃS DO ISLAMISMO

As origens do Islamismo têm sido traçadas por estudiosos à antiga religião da fertilidade de adoração da deusa lua, que sempre foi a religião dominante na Arábia. A deusa lua era adorada por meio de: orações em direção a Meca várias vezes ao dia; peregrinação anual até a Caaba, um templo da deusa lua; corridas ao redor da Caba sete vezes; acariciar um ídolo composto de uma pedra negra colocado na parede da Caaba; corrida entre dois morros; sacrifícios de animais; ajuntar-se às sextas-feiras para orações; dar esmolas aos pobres etc. Esses eram rituais pagãos praticados por Árabes muito antes de Maomé nascer.

A LUA CRESCENTE

Hoje em dia, qual religião pratica os ritos pagãos da deusa lua? O Islamismo! Isso explica o porquê a lua crescente é o símbolo do Islamismo. É colocado no topo das mesquitas e minaretes e exibido em chapéus, bandeiras, tapetes, amuletos e até joias. Toda vez em que você vê o símbolo Muçulmano de uma lua crescente, você está vendo um antigo símbolo da deusa lua.

O Muçulmano comum sabe que está adorando uma deusa lua? Não. Sabe o porquê o símbolo da lua crescente situa-se no topo da sua mesquita? Não. Ele fica chocado e talvez enraivecido com esses fatos históricos? Sim. Contudo, uma mera rejeição ou atitudes enraivecidas não podem refutar o fato de que o islamismo não é nada mais do que uma versão moderna de uma antiga religião da deusa lua Alá! O Muçulmano comum tem sido deixado no escuro pelos Mullahs e Imams, que perderiam seus poderes se a verdade viesse à tona.

CONCLUSÃO

A grande diferença entre o Islamismo e o Cristianismo é que o Islamismo não aceita Jesus como Filho de Deus. Para o cristão, isso é irreconciliável com o que a Bíblia diz: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho.” (1 João 2:22). O Islão não aceita a Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) e diz que Maomé era um homem perfeito, sem pecado, ideia que a Bíblia absolutamente rejeita: “Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.” (1 João 1:8). O único sem pecado foi Jesus Cristo, o Deus-Homem (2 Coríntios 5:21; 1 João 3:5; 1 Pedro 1:19; 1 Pedro 2:22; Hebreus 4:15; Hebreus 7:26; Hebreus 9:14).


Adaptado dos escritos de Robert Morey
Tradução: Albana Dalla Pria 12-02
Editoração: Calvin Gardner 04-03