Algumas das contradições internas e externas, erros científicos e históricos e loucuras do Alcorão

alcorao

Alcorão.

O Alcorão surgiu no século VI d.C. e afirma ser a continuação da revelação da Torá (ou Pentateuco – os cinco primeiros livros da Bíblia) e do Evangelho:

“Ele te revelou (ó Mohammad) o Livro (paulatinamente) com a verdade corroborante dos anteriores, assim como havia revelado a Tora e Evangelho.” (Surata 3:3)

OBS.: “Surata” ou “Surá” é o nome de cada capítulo do Alcorão.

Porém, o Alcorão contraria informações da Torá e do Evangelho e, por isso, não podemos considerá-lo Palavra de Deus.

Vamos ver agora algumas passagens do Alcorão que entram em contradição direta com o Antigo e o Novo Testamentos:


Contradições com o Antigo e Novo Testamentos:

Um dos filhos de Noé se recusou a entrar na arca e se afogou na enchente:

“E nela navegava com eles por entre ondas que eram como montanhas; e Noé chamou seu filho, que permanecia afastado, e disse-lhe: ‘Ó filho meu, embarca conosco e não fiques com os incrédulos!’ Porém, ele disse: ‘Refugiar-me-ei em um monte, que me livrará da água’. Retrucou-lhe Noé: ‘Não há salvação para ninguém, hoje, do desígnio de Deus, salvo para aquele de quem Ele se apiade’. E as ondas os separaram, e o filho foi dos afogados.” (Surata 11:42-43)

A Bíblia, porém, diz que todos os seus três filhos estavam dentro da arca:

“Noé, seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos entraram na arca, por causa das águas do Dilúvio.” (Gênesis 7:7)

A arca repousou no Monte Al-judi:

“E foi dito: ‘Ó terra, absorve as tuas águas! Ó céu, detém-te!’ E as águas foram absorvidas e o desígnio foi cumprido. E (a arca) se deteve sobre o monte Al-judi. E foi dito: ‘distância com o povo iníquo!’” (Surata 11:44)

A Bíblia, porém, diz que a arca repousou no Monte Ararate:

“E, no décimo sétimo dia do sétimo mês, a arca pousou nas montanhas de Ararate.” (Gênesis 8:4)

Chuva de pedra de argila sobre Sodoma e Gomorra:

“Responderam-lhe: Em verdade, fomos enviados a um povo de pecadores, para que lançássemos sobre eles pedras de argila, destinados, da parte do teu Senhor, aos transgressores. E evacuamos os fiéis que nela (Sodoma) havia. Porém, encontramos nela uma só casa de muçulmanos. E deixamos lá um sinal, para aqueles que temem o doloroso castigo.” (Surata 51:32-37)

“Sabei que desencadeamos sobre eles uma chuva de pedras, exceto sobre a família de Lot [Ló], a qual salvamos na hora da alvorada.” (Surata 54:34)

Porém, a Bíblia diz que Deus destruiu Sodoma e Gomorra fazendo chover fogo e enxofre do céu:

“Então o Senhor, o próprio Senhor, fez chover do céu fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra.” (Gênesis 19:24)

Ademais, não foi deixado na casa de Ló e sua família nenhum “sinal”, tampouco eles eram muçulmanos. Nem havia muçulmanos na época (o Islamismo nasceu no século VI d.C.)!

O nome do pai de Abraão era Ezra:

“Quando Abraão disse a Ezra, seu pai: Tomas os ídolos por deuses? Eis que te vejo a ti e a teu povo em evidente erro.” (Surata 6:74)

A Bíblia diz que foi Terá:

“Esta é a história da família de Terá: Terá gerou Abrão [que depois passou a se chamar Abraão – Gn 17:5], Naor e Harã. E Harã gerou Ló.” (Gênesis 11:27)

Abraão viveu no vale de Meca (perto da “sagrada casa de Allah”):

“Ó Senhor nosso, estabeleci parte da minha descendência em um vale inculto perto da Tua Sagrada Casa para que, ó Senhor nosso, observem a oração; faze com que os corações de alguns humanos os apreciem, e agracia-os com os frutos, a fim de que Te agradeçam.”(Surata 14:37)

Mas a Bíblia diz que ele viveu em Hebron:

Hebron está situada a cerca de 30Km ao sul de Jerusalém. Números 13:22 diz que “Hebron havia sido fundada sete anos antes de Tânis no Egito”, o que para alguns autores significa que Hebron não existia como cidade na época de Abraão, mas sim “associado a Mambrê, identificado na narrativa hebraica com Hebron” (Mackenzie, 2011, p. 408).

Em Gênesis 13:18, a Bíblia esclarece que: “Abraão veio com suas tendas habitar nos carvalhos de Mambrê, que ficam em Hebron; ali ergueu um altar ao Senhor.”

Abraão foi sacrificar Ismael:

“E menciona, no Livro, (a história real) de Ismael, porque foi leal às suas promessas e foi um mensageiro e profeta.” (Surata 19:54)

“E disse (Abraão): Vou para o meu Senhor, que me encaminhará. Ó Senhor meu, agracia-me com um filho que figure entre os virtuosos! E lhe anunciamos o nascimento de uma criança (que seria) dócil. E quando chegou à adolescência, seu pai lhe disse: Ó filho meu, sonhei que te oferecia em sacrifício; que opinas? Respondeu-lhe: Ó meu pai, faze o que te foi ordenado! Encontrar-me-ás, se Deus quiser, entre os perseverantes! E quando ambos aceitaram o desígnio (de Deus) e (Abraão) preparava (seu filho) para o sacrifício. Então o chamamos: Ó Abraão, já realizaste a visão! Em verdade, assim recompensamos os benfeitores. Certamente que esta foi a verdadeira prova. E o resgatamos com outro sacrifício importante. E o fizemos (Abraão) passar para a posteridade. Que a paz esteja com Abraão – Assim, recompensamos os benfeitores -, Porque foi um dos Nossos servos fiéis. E lhe anunciamos, ainda, (a vinda de) Isaac, o qual seria um profeta, entre os virtuosos.” (Surata 37:99-112)

Porém, a Bíblia diz que foi Isaque:

Deus disse que a descendência de Abraão sairia de seu filho Isaque: “Então Deus respondeu: ‘Na verdade Sara, sua mulher, lhe dará um filho, e você lhe chamará Isaque. Com ele estabelecerei a minha aliança, que será aliança eterna para os seus futuros descendentes.’” (Gênesis 17:19); “Mas a minha aliança, eu a estabelecerei com Isaque, filho que Sara lhe dará no ano que vem, por esta época”. (Gênesis 17:21).

Então Abraão e Sara, ambos já em idade bastante avançada, tiveram um filho (Isaque). Porém, “Passado algum tempo, Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: ‘Abraão!’ Ele respondeu: ‘Eis-me aqui’. Então disse Deus: ‘Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei.’” (Gênesis 22:1-2).

Abraão foi obediente ao pedido de Deus e, sem questionar, fez o que Deus lhe havia pedido: “Na manhã seguinte, Abraão levantou-se e preparou o seu jumento. Levou consigo dois de seus servos e Isaque seu filho. Depois de cortar lenha para o holocausto, partiu em direção ao lugar que Deus lhe havia indicado. No terceiro dia de viagem, Abraão olhou e viu o lugar ao longe.” (Gênesis 22:3-4).

Abraão não chegou a sacrificar Isaque porque Deus providenciou um carneiro para o holocausto. E, porque Abraão creditou, Deus firmou a Sua Aliança com ele e com a sua descendência, que veio por meio de Isaque (Gênesis 22:15-18; Hebreus 6:13-15).

O Novo Testamento também diz claramente que o filho da Promessa é Isaque, e não Ismael: “Vocês, irmãos, são filhos da promessa, como Isaque.” (Gálatas 4:28)

A esposa do faraó adotou Moisés:

“A família do Faraó recolheu-o, para que viesse a ser, para os seus membros, um adversário e uma aflição; isso porque o Faraó, Haman e seus exércitos eram pecadores. E a mulher do Faraó disse: Será meu consolo e teu. Não o mates! Talvez nos seja útil, ou o adoremos como filho. E eles de nada se aperceberam.” (Surata 28:8-9)

Porém, a Bíblia diz que quem o adotou foi a filha do Faraó:

“Um homem da tribo de Levi casou-se com uma mulher da mesma tribo, e ela engravidou e deu à luz um filho. Vendo que era bonito, ela o escondeu por três meses. Quando já não podia mais escondê-lo, pegou um cesto feito de junco e o vedou com piche e betume. Colocou nele o menino e deixou o cesto entre os juncos, à margem do Nilo. A irmã do menino ficou observando de longe para ver o que lhe aconteceria.

A filha do faraó descera ao Nilo para tomar banho. Enquanto isso as suas servas andavam pela margem do rio. Nisso viu o cesto entre os juncos e mandou sua criada apanhá-lo. Ao abri-lo viu um bebê chorando. Ficou com pena dele e disse: ‘Este menino é dos hebreus’. Então a irmã do menino aproximou-se e perguntou à filha do faraó: “A senhora quer que eu vá chamar uma mulher dos hebreus para amamentar e criar o menino?’ ‘Quero’, respondeu ela. E a moça foi chamar a mãe do menino. Então a filha do faraó disse à mulher: ‘Leve este menino e amamente-o para mim, e eu lhe pagarei por isso’. A mulher levou o menino e o amamentou. Tendo o menino crescido, ela o levou à filha do faraó, que o adotou e lhe deu o nome de Moisés, dizendo: ‘Porque eu o tirei das águas.’” (Êxodo 2:1-10)

Zacarias, pai de João Batista, não podia falar por apenas três noites:

“Suplicou: ‘Ó Senhor meu, faze-me um sinal!’ [Alá] Disse-lhe: ‘Teu sinal consistirá em que não poderás falar com ninguém durante três noites.’” (Surata 19:10)

Mas a Bíblia diz que ele ficou mudo por vários meses – não apenas três noites – desde que soube que sua esposa ficaria grávida até o momento em que o menino nasceu:

“Então um anjo do Senhor apareceu a Zacarias, à direita do altar do incenso. Quando Zacarias o viu, perturbou-se e foi dominado pelo medo. Mas o anjo lhe disse: “Não tenha medo, Zacarias; sua oração foi ouvida. Isabel, sua mulher, lhe dará um filho, e você lhe dará o nome de João. Ele será motivo de prazer e de alegria para você, e muitos se alegrarão por causa do nascimento dele, pois será grande aos olhos do Senhor. Ele nunca tomará vinho nem bebida fermentada, e será cheio do Espírito Santo desde antes do seu nascimento. Fará retornar muitos dentre o povo de Israel ao Senhor, o seu Deus. E irá adiante do Senhor, no espírito e no poder de Elias, para fazer voltar o coração dos pais a seus filhos e os desobedientes à sabedoria dos justos, para deixar um povo preparado para o Senhor’. Zacarias perguntou ao anjo: “Como posso ter certeza disso? Sou velho, e minha mulher é de idade avançada’. O anjo respondeu: ‘Sou Gabriel, o que está sempre na presença de Deus. Fui enviado para lhe transmitir estas boas novas. Agora você ficará mudo. Não poderá falar até o dia em que isso acontecer, porque não acreditou em minhas palavras, que se cumprirão no tempo oportuno.’” (Lucas 1:11-20)

Maria deu à luz a Jesus sob uma tamareira:

“E quando concebeu, retirou-se, com um rebento a um lugar afastado. As dores do parto a constrangeram a refugiar-se junto a uma tamareira. Disse: Oxalá eu tivesse morrido antes disto, ficando completamente esquecida.” (Surata 19:22-23)

Porém, a Bíblia diz que foi em uma estrebaria:

“Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lucas 2:6-7)

Maria, mãe de Jesus, é irmã de Moisés e Aarão:

“Regressou ao seu povo levando-o (o filho) nos braços. E lhes disseram: Ó Maria, eis que fizeste algo extraordinário! Ó irmã de Aarão, teu pai jamais foi um homem do mal, nem tua mãe uma (mulher) sem castidade!” (Surata: 19:27-28)

“E com Maria, filha de Imran [Anrão], que conservou o seu pudor, e a qual alentamos com o Nosso Espírito, por te acreditado nas palavras do seu Senhor e nos Seus Livros, e por se Ter contado entre os consagrados.” (Surata 66:12)

É impossível que Maria, mãe de Jesus, seja a Mariam, irmã de Moisés e Aarão, filha de Anrão: Mariam viveu 1.500 anos antes de Maria! Este é um erro fatal do Alcorão.

Mesquitas são casas de Deus:

“Sabei que as mesquitas são (casas) de Deus; não invoqueis, pois, ninguém, juntamente com Deus.” (Surata 72:18)

Mas a Bíblia diz claramente que Deus não habita em santuários feitos por mãos humanas:

“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor do céu e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas.” (Atos 17:24)

Ele habita em Seus filhos:

“Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que são vocês, é sagrado.” (1 Coríntios 3:16-17)


Além de contrariar diversos textos da Bíblia, o Alcorão também possui muitas outras contradições:

Contradições internas no Alcorão:

Allah é Uno?

Enquanto muitos versículos dizem claramente que Allah é um (Surata 2:163; 4:17, 73, 171; 112:1-4; etc.), outros parecem indicar que na verdade ele é um ser composto por mais de uma pessoa (Surata 50:38, 43, 45, etc.). Seria isso uma trindade? Os muçulmanos consideram a Trindade Cristã uma blasfêmia (Surata 4:171). Dizer que Allah não é Uno seria inaceitável para um muçulmano! Mas, então, como lidar com os versículos que falam de Allah no plural?

Em quantos dias Allah criou os céus e a terra?

Seis dias:

“Vosso Senhor é Deus, Que criou os céus e a terra em seis dias, assumindo, em seguida, o Trono. Ele ensombrece o dia com a noite, que o sucede incessantemente. O sol, a lua e as estrelas estão submetidos ao Seu comando. Acaso, não Lhe pertencem a criação e o poder? Bendito seja Deus, Senhor do Universo.” (Surata 7:54; veja também Surata 7:54; 10:3;  11:7)

Ou em oito dias (2+4+2):

9. Dize-lhes (mais): Renegaríeis, acaso, Quem criou a terra em dois dias, e Lhe atribuireis rivais? Ele é o Senhor do Universo! 10. E sobre ela (a terra) fixou firmes montanhas, e abençoou-a e distribuiu, proporcionalmente, o sustento aos necessitados, em quatro dias. 11. Então, abrangeu, em Seus desígnios, os céus quando estes ainda eram gases, e lhes disse, e também à terra: Juntai-vos, de bom ou de mau grado! Responderam: Juntamo-nos voluntariamente. 12. Assim, completou-os, como sete céus, em dois dias, e a cada céu assinalou a sua ordem. E adornamos o firmamento terreno com luzes, para que servissem de sentinelas. Tal é o decreto do Poderoso, Sapientíssimo.” (Surata 41:9-12)

Judeus e cristãos serão salvos ou não?

O Alcorão diz que Allah aceita boas obras de um crente: “Mas quem praticar o bem e for, ademais, fiel, saberá que seus esforços não serão baldados, porque os anotamos todos.” (Surata 21:94)

O Alcorão põe os Judeus e Cristãos na mesma categoria:

“Os fiéis, os judeus, os cristãos, e os sabeus, enfim todos os que creem em Deus, no Dia do Juízo Final, e praticam o bem, receberão a sua recompensa do seu Senhor e não serão presas do temor, nem se atribularão.” (Surata 2:62)

“Os fiéis, os judeus, os sabeus e os cristãos, que creem em Deus, no Dia do Juízo Final e praticam o bem, não serão presas do temor, nem se atribularão.” (Surata 5:69)

Essas passagens são muito claras: Judeus e Cristãos não precisam se tornar Muçulmanos para serem salvos. Eles simplesmente devem crer que Deus existe, que há um Dia em que Ele ressuscitará e julgará a humanidade (isto é, “o Último Dia”) e fazer o que é certo.

Entretanto, esses versículos expressamente contradizem outras declarações do Alcorão, que dizem que o Islã é a única religião aceitável e que até mesmo condenam quem adere à fé dos Judeus e dos Cristãos!

“Para Deus a religião é o Islam. E os adeptos do Livro só discordaram por inveja, depois que a verdade lhes foi revelada. Porém, quem nega os versículos de Deus, saiba que Deus é Destro em ajustar contas.” (Surata 3:19)

“Abraão jamais foi judeu ou cristão; foi, outrossim, monoteísta, muçulmano, e nunca se contou entre os idólatras.” (Surata  3:67)

“Anseiem, acaso, por outra religião, que não a de Deus? Todas as coisas que há nos céus e na terra, quer queiram, quer não, estão-Lhe submetidas, e a Ele retornarão. Dize: Cremos em Deus, no que nos foi revelado, no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacó e às tribos, e no que, de seu Senhor, foi concedido a Moisés, a Jesus e aos profetas; não fazemos distinção alguma entre eles, porque somos, para Ele, muçulmanos. E quem quer que almeje (impingir) outra religião, que não seja o Islam, (aquela) jamais será aceita e, no outro mundo, essa pessoa contar-se-á entre os desventurados.” (Surata 3:83-85)

Além disso, o Alcorão diz que os Judeus e Cristãos são condenados por crerem na Divindade dos mensageiros de Deus, tais como Jesus e Ezra:

“São blasfemos aqueles que dizem: Deus é o Messias, filho de Maria, ainda quando o mesmo Messias disse: Ó israelitas, adorai a Deus, Que é meu Senhor e vosso. A quem atribuir parceiros a Deus, ser-lhe-á vedada a entrada no Paraíso e sua morada será o fogo infernal! Os iníquos jamais terão socorredores. São blasfemos aqueles que dizem: Deus é um da Trindade!, portanto não existe divindade alguma além do Deus Único. Se não desistirem de tudo quanto afirmam, um doloroso castigo açoitará os incrédulos entre eles.” (Surata 5:72-73)

“Os judeus dizem: Ezra é filho de Deus; os cristãos dizem: O Messias é filho de Deus. Tais são as palavras de suas bocas; repetem, com isso, as de seus antepassados incrédulos. Que Deus os combata! Como se desviam!” (Surata 9:30) (OBS.: Os judeus sequer afirmam que um tal de Ezra é filho de Deus!)

À luz do que vimos, como o Alcorão pode prometer aos Judeus e Cristãos uma recompensa de seu Senhor por crerem nele e por fazerem o que é bom quando eles não são Muçulmanos e têm profetas específicos tidos por divinos?

Para evitar o problema, alguns Muçulmanos tendem a entender que a palavra Islã não se refere à religião em si, mas é uma referência à submissão, que tem significado literal. Nesse sentido, qualquer um que se submeta a Deus seria um Muçulmano em sua conduta essencial, mesmo que ele se rotule como um Judeu ou um Cristão.

O problema principal com essa argumentação é que não é assim que o Alcorão define o Islã, genericamente significando submissão, mas o define como uma religião distinta do Judaísmo e do Cristianismo como as Suratas 2:111 e 3:67 claramente demonstram. E ele é ainda especificamente identificado como uma religião nas Suratas 3:19 e 83-85.

De fato, o Alcorão diz que o nome Muçulmano foi dado a profetas muito antes de Mohamed:

“E combatei com denodo pela causa de Deus; Ele vos elegeu. E não vos impôs dificuldade alguma na religião, porque é o credo de vosso pai, Abraão. Ele vos denominou muçulmanos, antes deste e neste (Alcorão), para que o Mensageiro seja testemunha vossa, e para que sejais testemunhas dos humanos. Observai, pois, a oração, pagai o zakat e apegai-vos a Deus, Que é vosso Protetor. E que excelente Protetor! E que excelente Socorredor!” (Surata 22:78)


Erros científicos no Alcorão:

Sol se põe numa fonte fervente, perto da qual encontra um povo: “Até que, chegando ao poente do sol, viu-o pôr-se numa fonte fervente, perto da qual encontrou um povo. Dissemos-lhe: Ó Zul Carnain, tens autoridade para castigá-los ou tratá-los com benevolência.” (Surata 18:86)

Sete céus: “Deus foi Quem criou sete firmamentos e outro tanto de terras; e Seus desígnios se cumprem, entre eles, para que saibais que Deus é Onipotente e que Deus tudo abrange, com a Sua onisciência.” (Surata 65: 12)

“E não construímos, por cima de vós, os sete firmamentos? Nem colocamos neles um esplendoroso lustre?” (Surata 78:12-13)

Sete céus criados em 2 dias: “Assim, completou-os, como sete céus, em dois dias, e a cada céu assinalou a sua ordem. E adornamos o firmamento terreno com luzes, para que servissem de sentinelas. Tal é o decreto do Poderoso, Sapientíssimo.” (Surata 41:12)

As estrelas foram colocadas por Alá no “céu aparente”, isto é, no céu mais próximo de nós, naquele que podemos ver (eles creem que existem sete céus, mas só há estrelas no céu que podemos ver) e estas foram colocadas lá “contra todos os demônios rebeldes”:“Em verdade, adornamos o céu aparente com o esplendor das estrelas e para proteção, contra todos os demônios rebeldes. Para que não possam ouvir os celícolas, pois serão atacados, por todos os lados, como repulsa, e terão um sofrimento permanente. Exceto quem arrebatar algo, furtivamente, será perseguido por um meteoro flamejante.” (Surata 37:6-10)

Somente Allah sabe o que encerram os ventres maternos, isto é, só ele sabe se a criança que está para nascer será menino ou menina. Porém, isso não é verdade, pois antes de a criança nascer é possível saber, através de ultrassonografia, se será menino ou menina:“Em verdade, Deus possui o conhecimento da Hora, faz descer a chuva e conhece o que encerram os ventres maternos. Nenhum ser saber o que ganhará amanhã, tampouco nenhum ser saberá em que terra morrerá, porque (só) Allah é Sapiente, Inteiradíssimo!” (Surata 31:34)

O Céu será enrolado como um rolo de pergaminho: “Será o dia em que enrolaremos o céu como um rolo de pergaminho. Do mesmo modo que originamos a criação, reproduzi-la-emos. É porque é uma promessa que fazemos, e certamente a cumpriremos.” (Surata 21:104)

O céu era feito de “fumaça”: “Ele então virou-se para o céu quando era fumaça, e disse-lhe e caiu na terra; Venha de você, querendo ou não. Eles disseram: Nós viemos, se obediente.” (Surata 41:11)


Erros históricos no Alcorão:

Segundo o Alcorão (Surata 18:89-98), Alexandre Magno seria um devoto muçulmano e teria vivido por muito tempo. Porém, os registros históricos mostram que Alexandre Magno morreu jovem – aos trinta e três anos de idade (356-323 a.C.). Diz também que ele era considerado divino, fato que é uma blasfêmia para os muçulmanos. E, para completar, Alexandre ergueu nas margens do Rio Bias (no noroeste da Índia) doze altares para doze deuses gregos, provando mais uma vez que o Alcorão apresenta erros históricos e religiosos.

O Alcorão diz ainda (Surata 20:87, 95) que os judeus fizeram o bezerro de ouro no deserto com a sugestão de samaritanos. Mas não havia samaritanos na época.

De acordo com o Alcorão, a crucificação era usada no tempo do Faraó (Suratas 7:124 e 12:41). Mas não há relatos históricos que confirmem isso.


Loucuras no Alcorão:

Formiga falante: “(Marcharam) até que chegaram ao vale profundo das formigas. Uma das formigas disse: Ó formigas, entrai na vossa habilitação, senão Salomão e seus exércitos esmagar-vos-ão, sem que disso se apercebam.” (Surata 27:18)

A alma subirá à garganta dos incrédulos: “Sim! Quando a alma lhe subir à garganta, e for dito: Haverá, acaso, algum exorcista (que te livre disto)?” (Surata 75:26-17)

Lâmpadas no céu para apedrejar os demônios: “E adornamos o céu aparente com lâmpadas, e lhes destinamos apedrejarem os demônios, e preparamos, para eles o suplício do fogo infernal.” (Surata 67:5)


Conclusão

O Alcorão diz: 

“Louvado seja Deus que revelou o Livro ao Seu servo, no qual não colocou contradição alguma.” (Alcorão 18:1)

Mas, como acabamos de ver, o Alcorão está repleto de contradições!

Vejamos o que o Alcorão diz sobre isso:

“Não meditam, acaso, no Alcorão? Se fosse de outra origem, que não de Deus, haveria nele muitas discrepâncias.” (Surata 4:82)

Portanto, de acordo com o próprio Alcorão, esse livro não pode ser a Palavra do Deus Verdadeiro! Pois, como vimos, nele há muitas contradições/discrepâncias: Contradições externas (passagens que contrariam informações da Torá e do Evangelho e que contrariam fatos científicos e históricos) e contradições internas (passagens do Alcorão que contrariam outras passagens do Alcorão).

Ademais, esse livro está cheio de versículos “loucos”. Com toda a certeza, o deus revelado nele não é o mesmo Deus da Bíblia, que se manifestou na pessoa de Jesus de Nazaré (Hebreus 1:1-3). Creia nEle (em Jesus) e você será salvo:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)


Você pode verificar todos os versículos citados do Alcorão no Alcorão Online, disponibilizado gratuitamente em alguns sites muçulmanos, como o Centro Islâmico Brasileiro e o Instituto Brasileiro de Estudos Islâmicos.

E os versículos da Bíblia podem ser acessados facilmente em diversos sites em português. A versão usada neste artigo foi a NVI (Nova Versão Internacional), que você pode ler aqui.

* Este artigo não tem por pretensão ofender a ninguém, mas simplesmente mostrar que o Deus da Bíblia não é o mesmo do Alcorão, embora muitas pessoas aleguem ser. Portanto, cristãos e islâmicos não seguem o mesmo Deus.

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