Contradição no Alcorão: Cristãos e Judeus serão salvos?

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O Alcorão possui muitas contradições – razão pela qual não pode ser a Palavra do Deus Verdadeiro. Veremos agora uma delas: Afinal, Judeus e Cristãos, segundo o Islamismo, serão salvos ou não?

O Alcorão diz que Allah aceita boas obras de um crente: “Mas quem praticar o bem e for, ademais, fiel, saberá que seus esforços não serão baldados, porque os anotamos todos.” (Surata 21:94)

O Alcorão põe os Judeus e Cristãos na mesma categoria:

“Os fiéis, os judeus, os cristãos, e os sabeus, enfim todos os que creem em Deus, no Dia do Juízo Final, e praticam o bem, receberão a sua recompensa do seu Senhor e não serão presas do temor, nem se atribularão.” (Surata 2:62)

“Os fiéis, os judeus, os sabeus e os cristãos, que creem em Deus, no Dia do Juízo Final e praticam o bem, não serão presas do temor, nem se atribularão.” (Surata 5:69)

Essas passagens são muito claras: Judeus e Cristãos não precisam se tornar Muçulmanos para serem salvos. Eles simplesmente devem crer que Deus existe, que há um Dia em que Ele julgará a humanidade (isto é, “o Último Dia”) e fazer o que é certo.

Entretanto, esses versículos expressamente contradizem outras declarações do Alcorão, que dizem que o Islã é a única religião aceitável e que até mesmo condenam quem adere à fé dos Judeus e dos Cristãos!

“Para Deus a religião é o Islam. E os adeptos do Livro só discordaram por inveja, depois que a verdade lhes foi revelada. Porém, quem nega os versículos de Deus, saiba que Deus é Destro em ajustar contas.” (Surata 3:19)

“Abraão jamais foi judeu ou cristão; foi, outrossim, monoteísta, muçulmano, e nunca se contou entre os idólatras.” (Surata  3:67)

“Anseiem, acaso, por outra religião, que não a de Deus? Todas as coisas que há nos céus e na terra, quer queiram, quer não, estão-Lhe submetidas, e a Ele retornarão. Dize: Cremos em Deus, no que nos foi revelado, no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacó e às tribos, e no que, de seu Senhor, foi concedido a Moisés, a Jesus e aos profetas; não fazemos distinção alguma entre eles, porque somos, para Ele, muçulmanos. E quem quer que almeje (impingir) outra religião, que não seja o Islam, (aquela) jamais será aceita e, no outro mundo, essa pessoa contar-se-á entre os desventurados.” (Surata 3:83-85)

Além disso, o Alcorão diz que os Judeus e Cristãos são condenados por crerem na Divindade dos mensageiros de Deus, tais como Jesus e Ezra:

“São blasfemos aqueles que dizem: Deus é o Messias, filho de Maria, ainda quando o mesmo Messias disse: Ó israelitas, adorai a Deus, Que é meu Senhor e vosso. A quem atribuir parceiros a Deus, ser-lhe-á vedada a entrada no Paraíso e sua morada será o fogo infernal! Os iníquos jamais terão socorredores. São blasfemos aqueles que dizem: Deus é um da Trindade!, portanto não existe divindade alguma além do Deus Único. Se não desistirem de tudo quanto afirmam, um doloroso castigo açoitará os incrédulos entre eles.” (Surata 5:72-73)

“Os judeus dizem: Ezra é filho de Deus; os cristãos dizem: O Messias é filho de Deus. Tais são as palavras de suas bocas; repetem, com isso, as de seus antepassados incrédulos. Que Deus os combata! Como se desviam!” (Surata 9:30) (Observação: Os judeus nunca afirmaram que um tal de Ezra é filho de Deus!)

À luz do que vimos, como o Alcorão pode prometer aos Judeus e Cristãos uma recompensa de seu Senhor por crerem nele e por fazerem o que é bom quando eles não são Muçulmanos e têm profetas específicos tidos por divinos?

Para evitar o problema, alguns Muçulmanos tendem a entender que a palavra Islã não se refere à religião em si, mas é uma referência à submissão, que tem significado literal. Nesse sentido, qualquer um que se submeta a Deus seria um Muçulmano em sua conduta essencial, mesmo que ele se rotule como um Judeu ou um Cristão.

O problema principal com essa argumentação é que não é assim que o Alcorão define o Islã, genericamente significando submissão, mas o define como uma religião distinta do Judaísmo e do Cristianismo como as Suratas 2:111 e 3:67 claramente demonstram. E ele é ainda especificamente identificado como uma religião nas Suratas 3:19 e 83-85.

De fato, o Alcorão diz que o nome Muçulmano foi dado a profetas muito antes de Mohamed:

“E combatei com denodo pela causa de Deus; Ele vos elegeu. E não vos impôs dificuldade alguma na religião, porque é o credo de vosso pai, Abraão. Ele vos denominou muçulmanos, antes deste e neste (Alcorão), para que o Mensageiro seja testemunha vossa, e para que sejais testemunhas dos humanos. Observai, pois, a oração, pagai o zakat e apegai-vos a Deus, Que é vosso Protetor. E que excelente Protetor! E que excelente Socorredor!” (Surata 22:78)


Reflitamos em algo que o próprio Alcorão diz:

“Não meditam, acaso, no Alcorão? Se fosse de outra origem, que não de Deus, haveria nele muitas discrepâncias.” (Surata 4:82)

Como acabamos de ver, no Alcorão há discrepâncias. Portanto, não é Palavra de Deus!